🎬 Invincible: a série que redefine o género dos super-heróis

Disponível no Prime VideoInvincible afirma-se como uma das propostas mais ousadas e surpreendentes do panorama actual da animação para adultos.

Criada por Robert Kirkman, a série parte de uma premissa aparentemente familiar — a jornada de um jovem a descobrir os seus poderes — para rapidamente subverter expectativas e mergulhar em territórios mais densos e emocionalmente complexos.

A qualidade da produção é reforçada por um elenco de vozes de grande nível, com destaque para Steven Yeun no papel principal e J.K. Simmons numa interpretação particularmente marcante.

👉 No nosso vídeo exploramos o que torna Invincible uma experiência tão singular e porque continua a conquistar fãs em todo o mundo.

Estreias da Semana: há um claro protagonista… mas não é o único a dar que falar

A semana de 2 de Abril chega com uma oferta variada e equilibrada, onde o grande destaque vai, sem surpresa, para uma das produções mais aguardadas do ano — um filme que combina nostalgia, espectáculo e ambição visual.

Mas o cartaz não se esgota aí.

Há também espaço para um romance contemporâneo protagonizado por Zendaya e Robert Pattinson, uma comédia francesa assumidamente caótica e vários dramas europeus que exploram relações familiares, identidade e tensão social.

👉 No novo vídeo do Clube de Cinema analisamos todas as estreias e ajudamos-te a decidir o que vale mesmo a pena ver.

🍿 Como sempre… a escolha final é tua.

00:00 Introdução

00:15 Super Mario Galaxy – O Filme

01:10 O Drama

01:40 Ladrões da Treta

02:00 Caso 137

02:25 Os Domingos

02:35 Romaria

02:50 Conclusão

Antes do novo filme… há uma nova missão de James Bond — e já sabemos quase tudo

Enquanto o futuro de James Bond no cinema continua envolto em mistério, surge agora uma novidade que pode ajudar a perceber o caminho da personagem: uma nova aventura literária de 007 está oficialmente a caminho — e já tem título, história e data de lançamento.

O novo livro chama-se King Zero e será escrito por Charlie Higson, autor já conhecido pelos fãs da saga graças à série Young Bond. Desta vez, no entanto, assume pela primeira vez uma missão de maior escala, ao escrever um romance completo centrado na versão adulta do agente secreto criado por Ian Fleming.

A obra tem lançamento marcado para Setembro de 2026 e promete recuperar os elementos clássicos que definem o universo Bond: conspirações globais, traições inesperadas e uma ameaça que cresce à medida que a história avança.

A premissa arranca com a morte de um agente no deserto saudita — um acontecimento que levanta imediatamente suspeitas de traição dentro das próprias estruturas britânicas. A partir daí, James Bond embarca numa investigação que o leva a vários pontos do mundo, sem perceber que já está a correr contra o tempo.

Como seria de esperar, há também um novo antagonista, descrito como um dos mais poderosos alguma vez enfrentados por 007. Um inimigo que opera nas sombras e cuja influência poderá ultrapassar tudo o que Bond conheceu até agora.

Embora se trate de uma história literária, há quem veja neste enredo possíveis pistas sobre o futuro da saga no cinema. Temas como ameaças internas, geopolítica contemporânea e vilões com alcance global encaixam na tendência recente de tornar Bond mais próximo da realidade actual.

No grande ecrã, o próximo capítulo continua em fase de preparação. Sabe-se que Denis Villeneuve irá realizar o novo filme, com argumento de Steven Knight, numa fase em que a Amazon MGM Studios assumiu controlo criativo da franquia após a saída dos históricos produtores Barbara Broccoli e Michael G. Wilson.

Quanto ao novo rosto de Bond, tudo permanece em aberto. Vários nomes continuam a ser apontados, mas sem confirmação oficial, mantendo viva a expectativa em torno de uma das escolhas mais aguardadas da indústria.

Até lá, King Zero surge como a próxima missão de 007 — e, para os fãs, pode ser muito mais do que um simples livro.

Pode ser o primeiro sinal do que está para vir

Uma viagem ao passado que ninguém queria enfrentar — mas que muda tudo pelo caminho
Uma viagem pelas estrelas que nos faz voltar a ser miúdos — mas nem tudo é perfeito
Uma nova ameaça, uma nova peça-chave — e uma série que promete subir de nível

Uma viagem ao passado que ninguém queria enfrentar — mas que muda tudo pelo caminho

Há filmes que contam histórias. E há outros que escavam emoções — lentamente, com cuidado — até encontrarem aquilo que ficou por dizer. Romería, o novo trabalho de Carla Simón, parece pertencer claramente à segunda categoria.

Apresentado em competição no Festival de Cannes 2025, o filme parte de uma premissa simples, mas carregada de implicações emocionais. Marina, uma jovem de 18 anos que cresceu órfã, viaja até à costa atlântica de Espanha com um objectivo concreto: obter a assinatura dos avós paternos para uma candidatura a uma bolsa de estudo.

Mas o que começa como um gesto burocrático rapidamente se transforma numa jornada íntima e inesperada.

Ao chegar, Marina entra num universo familiar que lhe é, ao mesmo tempo, próximo e completamente estranho. Tias, tios e primos que nunca conheceu passam a fazer parte do seu presente, num ambiente onde o acolhimento e a distância coexistem de forma subtil. A dúvida paira constantemente: será recebida como parte da família ou como uma intrusa?

É neste equilíbrio delicado que o filme constrói a sua força.

À medida que Marina tenta perceber quem foram realmente os seus pais, confronta-se com versões fragmentadas e, por vezes, contraditórias da mesma história. Cada memória revelada abre novas perguntas, e aquilo que parecia enterrado começa lentamente a vir à superfície.

Carla Simón, conhecida pela sua sensibilidade na abordagem de temas familiares, aposta novamente numa narrativa contida, onde o silêncio e os pequenos gestos têm tanto peso quanto os diálogos. O resultado é um filme que se move mais pelas emoções do que pela acção, convidando o espectador a entrar nesse processo de descoberta.

Mais do que uma história sobre identidade, Romería é também um retrato sobre pertença — e sobre o desconforto de não saber exactamente onde se encaixa. Marina não procura apenas respostas sobre o passado; procura um lugar no presente.

Num cenário marcado pela paisagem atlântica, o filme constrói uma atmosfera melancólica e íntima, onde o espaço físico reflecte o estado emocional da protagonista. O mar, sempre presente, surge quase como uma metáfora das memórias: vasto, imprevisível e impossível de controlar.

Sem recorrer a dramatismos excessivos, Romería parece apostar numa abordagem honesta e profundamente humana.

E, por vezes, é precisamente isso que mais marca.

Uma viagem pelas estrelas que nos faz voltar a ser miúdos — mas nem tudo é perfeito

Uma nova ameaça, uma nova peça-chave — e uma série que promete subir de nível

Uma nova batalha na Terra Média está prestes a começar — e poucos conhecem esta história

Uma viagem pelas estrelas que nos faz voltar a ser miúdos — mas nem tudo é perfeito

Há filmes que vemos. E há filmes que sentimos. Super Mario Galaxy – O Filme pertence claramente à segunda categoria — uma experiência que não se limita ao ecrã, mas que nos puxa directamente para aquele lugar especial onde guardamos a infância.

Depois do sucesso estrondoso de Super Mario: O Filme, a expectativa para esta sequela era elevada. E a verdade é que esta nova aventura não tenta simplesmente repetir a fórmula — expande-a. E muito.

Uma odisseia cósmica com coração

A história leva Mario para longe do confortável Reino do Cogumelo, lançando-o numa jornada espacial onde cada planeta parece ter vida própria. É uma aposta clara na escala e no espectáculo, com Aaron Horvath e Michael Jelenic a elevarem a ambição narrativa e visual a um novo patamar.

Mas essa ambição tem um preço.

Se por um lado o filme cresce em dimensão, por outro perde alguma da coesão narrativa que tornava o primeiro capítulo tão eficaz. Há múltiplos arcos — relações, conflitos internos, novas personagens — e nem todos recebem o tempo que mereciam.

Ainda assim, o coração está lá. E sente-se.

Um espetáculo visual absolutamente deslumbrante

Se há algo que não deixa margem para dúvidas é o nível técnico. A animação da Illumination atinge aqui um patamar impressionante, com mundos vibrantes, jogos de perspectiva criativos e uma atenção ao detalhe que roça o obsessivo.

Momentos que alternam entre 3D, sequências em estilo clássico 2D e até piscadelas ao pixel art criam uma ponte directa entre passado e presente — um verdadeiro presente para quem cresceu com a Nintendo.

E depois há a música.

A banda sonora de Brian Tyler é, sem exagero, um dos pontos mais altos do filme. Ao recuperar e reinterpretar os temas de Koji Kondo, o compositor consegue transformar nostalgia em emoção pura. Não há distrações comerciais — só respeito pelo legado.

Personagens que brilham… e outras que ficam aquém

O elenco vocal continua sólido, com Chris Pratt, Charlie Day e Jack Black a entregarem exactamente aquilo que se espera — energia, humor e carisma.

Jack Black, aliás, continua a ser o verdadeiro MVP como Bowser, equilibrando ameaça e comédia de forma brilhante.

As novas adições, como Brie Larson no papel de Rosalina, trazem frescura, mas nem sempre são bem aproveitadas. A relação entre Rosalina e Peach, que prometia um dos núcleos emocionais mais fortes, acaba por saber a pouco — uma oportunidade clara que ficou por explorar.

Em contrapartida, o arco de Bowser e Bowser Jr. surpreende pela profundidade, introduzindo uma dinâmica inesperadamente emocional sobre identidade e legado.

Fan service que funciona (mesmo quando exagera)

Sim, há muito fan service. Mas, ao contrário de outros filmes, aqui não parece gratuito.

Cada referência, cada personagem surpresa — incluindo momentos inesperados que vão deixar muitos fãs de sorriso rasgado — contribui para a sensação de um universo vivo e em expansão.

E ver Luigi assumir um papel mais activo, especialmente ao lado de novas figuras, é particularmente recompensador.

Mais do que nostalgia — uma experiência emocional

No meio de todas as críticas que apontam estes filmes como “produtos comerciais”, há algo que importa dizer: emoção não se fabrica.

Super Mario Galaxy – O Filme tem-na.

Pode não ser perfeito. Pode tropeçar no ritmo e dispersar-se em excesso. Mas consegue algo que poucos filmes hoje conseguem: fazer-nos sentir outra vez como crianças.

E isso… não tem preço.

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Um erro, um milhão e uma noite para resolver tudo: a comédia francesa que chega aos cinemas na altura certa

Há filmes que partem de uma premissa simples e a levam até às últimas consequências — e Ladrões da Treta é exactamente isso. Uma comédia que começa com uma decisão impulsiva e rapidamente se transforma numa espiral de acontecimentos cada vez mais difíceis de controlar.

A história centra-se em Stan, um jovem engenheiro ambicioso que acredita que a sua carreira estagnou. Convencido de que foi ultrapassado e de que nunca receberá a promoção que deseja, toma uma decisão desesperada: roubar uma mala com um milhão de euros do cofre do patrão. O plano parece, na sua cabeça, uma espécie de justiça pessoal — uma forma de compensar aquilo que considera ser uma injustiça profissional.

O problema surge quando, já a caminho do aeroporto e pronto para desaparecer com o dinheiro, descobre que estava completamente enganado. A promoção foi, afinal, atribuída. Aquilo que parecia perdido estava garantido — e, num instante, o golpe transforma-se num erro colossal.

É a partir daqui que o filme ganha o seu verdadeiro ritmo.

Percebendo que precisa de devolver o dinheiro antes que seja tarde demais, Stan vê-se obrigado a voltar atrás e a tentar corrigir uma situação que, a cada minuto, se torna mais caótica. Para isso, conta com a ajuda de Hippolyte, um serralheiro pouco fiável, cuja capacidade para complicar ainda mais o que já é complicado se revela quase impressionante.

Interpretado por Christian Clavier, Hippolyte traz ao filme aquele tipo de energia imprevisível que funciona como motor da comédia. A dinâmica entre ele e Stan — vivido por Rayane Bensetti — assenta precisamente nesse contraste: de um lado, alguém que tenta manter o controlo; do outro, alguém que parece viver confortavelmente no caos.

O resultado é uma narrativa construída em torno de uma única noite, onde tudo acontece a um ritmo acelerado e onde cada tentativa de resolver o problema acaba, inevitavelmente, por criar outro ainda maior.

Sem procurar reinventar o género, Ladrões da Treta aposta numa fórmula eficaz: personagens bem definidas, situações em escalada e um sentido de timing que privilegia o absurdo sem perder o fio condutor da história. Há aqui elementos de filme de assalto, mas tratados sempre com leveza, num registo claramente orientado para o entretenimento.

Distribuído pela NOS Audiovisuais, o filme chega aos cinemas portugueses a 2 de Abril, posicionando-se como uma proposta ideal para quem procura uma comédia acessível e descontraída nesta altura do calendário.

No fundo, é uma história sobre decisões precipitadas — e sobre como, por vezes, o mais difícil não é cometer o erro, mas tentar corrigi-lo.

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Uma nova ameaça, uma nova peça-chave — e uma série que promete subir de nível

Há séries que crescem naturalmente. E depois há aquelas que fazem uma aposta clara para subir de patamar. Task parece estar a seguir precisamente esse caminho.

A segunda temporada da produção ganha agora um reforço de peso com a entrada de Mahershala Ali, um dos actores mais respeitados da actualidade. Com uma carreira marcada por desempenhos memoráveis em Moonlight e Green Book, Ali traz consigo não só talento, mas também uma presença que raramente passa despercebida.

Uma série que aposta no realismo e na tensão

Ambientada nos subúrbios da classe trabalhadora de Filadélfia, Task conquistou atenção pela forma crua e directa como retrata o crime organizado e as operações policiais. A primeira temporada acompanhou um agente do FBI, interpretado por Mark Ruffalo, encarregado de liderar uma força especial dedicada a travar uma série de assaltos violentos.

Do outro lado estava uma figura inesperada: um homem de família aparentemente comum, interpretado por Tom Pelphrey, que escondia uma vida dupla perigosa e imprevisível.

Esse contraste entre o quotidiano e a violência foi um dos grandes motores da narrativa — e tudo indica que a nova temporada vai aprofundar ainda mais essa tensão.

Uma nova temporada, um jogo ainda mais complexo

Segundo a HBO Max, a segunda temporada coloca Tom Brandis (Ruffalo) à frente de uma nova equipa, mas rapidamente fica claro que esta missão será tudo menos simples. À medida que a investigação avança, a linha entre suspeitos, aliados e ameaças torna-se cada vez mais difusa.

É aqui que a entrada de Mahershala Ali poderá fazer toda a diferença.

Embora os detalhes sobre a sua personagem ainda estejam em segredo, a presença do actor sugere um papel de grande impacto — possivelmente alguém que venha baralhar completamente o equilíbrio de forças dentro da história.

Um elenco sólido que continua a crescer

Para além dos protagonistas já conhecidos, a série mantém um elenco consistente, com nomes como Emilia Jones, Jamie McShane, Sam Keeley, Thuso Mbedu, Fabien Frankel, Alison Oliver, Raúl Castillo, Phoebe Fox e Martha Plimpton.

Este conjunto de actores tem sido essencial para dar profundidade a uma história que vive tanto das suas personagens como da acção.

Mais ambição, mais incerteza… e mais motivos para acompanhar

Com uma base sólida já construída na primeira temporada, Task parece agora apostar numa expansão mais ambiciosa — tanto em escala como em complexidade narrativa.

A entrada de Mahershala Ali não é apenas mais um nome no elenco. É um sinal claro de que a série quer jogar noutra liga.

E, se conseguir manter o equilíbrio entre tensão, realismo e desenvolvimento de personagens, a segunda temporada pode muito bem confirmar aquilo que a primeira apenas começou a sugerir.

Que estamos perante uma das séries mais interessantes do género.

Uma nova batalha na Terra Média está prestes a começar — e poucos conhecem esta história

Antes de Frodo, antes da Irmandade… houve uma guerra que moldou o destino de Rohan.

O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim leva-nos 183 anos antes dos acontecimentos da trilogia de J.R.R. Tolkien, mergulhando numa das histórias mais marcantes — e menos exploradas — da Terra Média.  

A origem de uma lenda

No centro da narrativa está Helm Hammerhand, o lendário rei de Rohan, cuja resistência viria a tornar-se símbolo de coragem e sacrifício. Quando o implacável senhor da guerra Wulf ameaça destruir o reino, Helm é forçado a liderar o seu povo numa luta desesperada pela sobrevivência.

Refugiados na fortaleza de Hornburg — que mais tarde ficaria conhecida como o Abismo de Helm — os Rohirrim enfrentam um cerco brutal que entraria para a história como uma das batalhas mais épicas da Terra Média.  

Mas esta não é apenas uma história de guerra.

Uma narrativa mais humana e intimista

Ao lado de Helm surge Héra, a sua filha, uma figura central na resistência e uma das grandes forças emocionais do filme. É através dela — e das relações familiares — que esta história ganha uma dimensão mais pessoal, algo menos comum no universo épico de Tolkien.

Realizado por Kenji Kamiyama, conhecido pelo seu trabalho em Ghost in the Shell: Stand Alone Complex, o filme adopta uma abordagem visual distinta, inspirada no anime japonês. O resultado é uma fusão curiosa entre o imaginário clássico da Terra Média e uma estética mais estilizada e dinâmica.

Uma nova identidade para a Terra Média

Esta escolha estética não é apenas uma questão de estilo — ajuda também a contar a história de forma diferente. Há uma maior proximidade às personagens, mais espaço para momentos de introspecção e uma atenção especial ao impacto emocional da guerra.

Ao mesmo tempo, o filme não abdica da escala que se espera de uma história deste universo: batalhas grandiosas, cavalgadas épicas e o peso constante de uma ameaça que cresce nas sombras — com Sauron a começar a erguer-se, ainda longe do auge que conhecemos.

Uma estreia a não perder

O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim estreia em exclusivo no TVCine Top no dia 4 de Abril, às 21h30, disponível também no TVCine+.  

Para os fãs de longa data, é uma oportunidade de regressar à Terra Média por uma nova porta. Para os novos espectadores, pode muito bem ser o início de uma viagem inesquecível.

Porque, mesmo antes das histórias que todos conhecemos… já havia lendas à espera de serem contadas.

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Durante dois anos… Portugal viveu uma mentira — e este filme mostra tudo

Há episódios da História que parecem impossíveis de acreditar. E depois há aqueles que são tão absurdos que quase parecem ficção — mas não são.

Pai Nosso: Os Últimos Dias de Salazar, realizado por José Filipe Costa, mergulha num dos momentos mais insólitos — e menos falados — da história portuguesa recente: os últimos anos de António de Oliveira Salazar.

E o que revela é, no mínimo, desconcertante.

Uma mentira mantida durante dois anos

Após uma queda e um AVC em 1968, Salazar é afastado do poder e substituído por Marcelo Caetano. Mas há um detalhe crucial: ninguém lhe conta.

Durante dois anos, o antigo líder continua a viver como se ainda governasse o país. Recebe ministros que já não são ministros, fala com embaixadores que não representam ninguém e mantém uma rotina cuidadosamente encenada para sustentar uma ilusão.

Um verdadeiro teatro político… dentro do próprio poder.

E o mais inquietante? Todos participam.

Desde a sua governanta, Maria de Jesus, até ao Presidente da República, Américo Thomaz, passando por médicos e funcionários — todos ajudam a alimentar esta realidade paralela.  

Um retrato perturbador do “medinho português”

José Filipe Costa não está interessado apenas em recontar factos históricos. O realizador usa este episódio para explorar algo mais profundo: os mecanismos de obediência, medo e conformismo que marcaram uma época — e que, segundo ele, ainda ecoam na sociedade portuguesa.

Como o próprio refere, trata-se de um filme sobre “o medinho português” — sobre a forma como uma mentira pode crescer até se tornar uma verdade aceite por todos.

E talvez seja essa a ideia mais inquietante de todas.

Um elenco que sustenta a ilusão

O filme conta com Jorge Mota no papel de Salazar e uma interpretação destacada de Catarina Avelar como Maria de Jesus, premiada pela sua performance.

Ao lado deles, um conjunto de personagens que vivem entre a lealdade, o medo e a cumplicidade, criando um ambiente onde a realidade deixa de ser clara — e onde a sanidade começa a ser posta em causa.

Reconhecimento internacional e estreia em Portugal

Pai Nosso: Os Últimos Dias de Salazar estreou mundialmente no Festival de Roterdão e foi distinguido nos Caminhos do Cinema Português com prémios de Melhor Ficção, Melhor Caracterização e Melhor Interpretação.  

Chega agora às salas nacionais a 28 de Maio, uma data simbólica que assinala o centenário da Revolução de 1926 — o início do regime que viria a levar Salazar ao poder.

Uma história real… mais estranha do que qualquer ficção

Há filmes que contam o passado. Este questiona-o.

E talvez obrigue a olhar para ele de forma diferente.

Porque, no fim, a pergunta não é apenas como isto aconteceu…

Mas como foi possível ninguém ter dito a verdade.

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Um homem sozinho contra um sistema inteiro — o documentário que está a abalar consciências

Há histórias que parecem pequenas… até percebermos o que realmente está em jogo.

Mr. Nobody Contra Putin é uma dessas histórias — um documentário que, partindo de um gesto aparentemente discreto, acaba por revelar um retrato inquietante de um sistema muito maior.

Premiado com o Óscar e o BAFTA de Melhor Documentário, o filme chega agora à televisão portuguesa com estreia marcada para 5 de Abril, às 22h00, no TVCine Edition.  

Um testemunho em primeira pessoa

Realizado por David Borenstein e Pavel Talankin, o documentário acompanha um professor de uma escola primária na Rússia que decide fazer algo tão simples quanto perigoso: filmar.

À medida que o discurso educativo se torna cada vez mais militarizado e ideológico, este professor começa a registar o quotidiano escolar — não como observador distante, mas como alguém que vive no centro do sistema.

O resultado é um testemunho íntimo, quase clandestino, que expõe um processo de doutrinação dirigido às crianças.  

Entre o silêncio e a coragem

O grande conflito do filme não está apenas no que é mostrado, mas no dilema que atravessa o seu protagonista.

Continuar a trabalhar dentro de um sistema que considera problemático — arriscando tornar-se cúmplice — ou afastar-se, protegendo-se a si próprio, mas perdendo a possibilidade de expor a verdade?

É esta tensão constante que dá ao documentário uma força emocional rara.

Muito mais do que um filme sobre guerra

Embora o contexto esteja ligado ao conflito na Ucrânia, Mr. Nobody Contra Putin vai além disso. O filme propõe uma reflexão mais ampla sobre os mecanismos de controlo social, a influência da propaganda e a forma como ideias são moldadas desde a infância.

Mais inquietante ainda é a sugestão de que este sistema não depende apenas de uma figura política, mas de uma estrutura mais profunda, sustentada pelo medo, pela desinformação — e, em alguns casos, pela aceitação silenciosa.  

Um olhar que não deixa ninguém indiferente

Descrito como uma obra marcante pela crítica internacional, o documentário destaca-se também pela sua abordagem cinematográfica. A mistura entre testemunho pessoal e observação directa cria uma sensação de proximidade quase desconfortável, como se estivéssemos dentro da própria história.

E talvez seja esse o seu maior impacto.

Não nos permite olhar para o lado.

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Um clássico regressa com um novo rosto — e o primeiro trailer já deixa claro que isto não é um simples remake

Há histórias que resistem ao tempo — e Cape Fear é um desses casos raros. Agora, décadas depois de ter marcado o cinema, regressa numa nova versão televisiva que promete revisitar — e intensificar — um dos thrillers mais inquietantes de sempre.

A nova adaptação chega ao Apple TV+ sob a forma de uma série limitada, com Amy Adams, Javier Bardem e Patrick Wilson nos papéis principais. Mas o verdadeiro peso do projecto sente-se também atrás das câmaras: Martin Scorsese e Steven Spielberg surgem como produtores executivos, garantindo uma ligação directa ao legado da obra.

A premissa mantém-se fiel ao espírito original. Um casal de advogados vê a sua vida virar do avesso quando um criminoso que ajudaram a colocar na prisão é libertado — e regressa com um único objectivo: vingança. Javier Bardem assume o papel de Max Cady, uma figura perturbadora cuja presença transforma rapidamente o quotidiano numa espiral de tensão crescente.

O projecto tem raízes profundas. A história nasce do romance The Executioners, de John D. MacDonald, publicado em 1957, que deu origem ao filme original de 1962. Mais tarde, em 1991, Martin Scorsese realizou a versão mais conhecida, protagonizada por Robert De Niro, consolidando o estatuto da narrativa como referência do thriller psicológico.

Esta nova abordagem opta por um formato mais longo, permitindo explorar com maior detalhe as motivações das personagens e a escalada de tensão. A série terá dez episódios, com os dois primeiros a estrearem a 5 de Junho.

À frente do projecto está Nick Antosca, conhecido pelo seu trabalho em séries de terror psicológico, enquanto o realizador Morten Tyldum assume a responsabilidade pelo episódio piloto. A combinação sugere uma abordagem que privilegia tanto o suspense clássico como uma sensibilidade contemporânea.

O trailer agora divulgado confirma essa intenção. Longe de se limitar a repetir fórmulas, aposta numa construção atmosférica densa, onde o perigo se insinua mais do que se revela. A ameaça não é apenas física — é psicológica, persistente, inevitável.

Num momento em que muitos remakes enfrentam resistência, Cape Fear parece apostar noutra estratégia: respeitar o material original, mas expandi-lo.

E, pelo que se vê nas primeiras imagens, pode muito bem resultar.

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O verão costuma trazer sol, férias e alguma leveza. Mas, em Hollywood, há quem prefira transformar essa atmosfera em algo bem mais perturbador — e Eli Roth é um dos nomes que melhor sabe fazer isso.

O realizador prepara-se para regressar ao grande ecrã com Ice Cream Man, um novo projecto que promete misturar o imaginário inocente da infância com o terror mais visceral. A estreia está marcada para 7 de Agosto de 2026, com um lançamento alargado em mais de 2000 salas na América do Norte.

A premissa é simples, mas eficaz. Numa pequena cidade aparentemente tranquila, a chegada de um vendedor de gelados transforma o ambiente de verão num cenário de caos. O que começa como uma rotina familiar rapidamente se descontrola, quando os doces distribuídos às crianças escondem consequências aterradoras.

Este contraste entre o quotidiano e o horror é uma das marcas registadas de Roth, conhecido por filmes como Hostel e Cabin Fever. Ao longo da sua carreira, o realizador construiu uma identidade muito própria dentro do género, frequentemente associada ao chamado “splatter”, onde a violência gráfica é usada como elemento central da experiência.

Neste novo filme, Roth não se limita à realização. Assina também o argumento, em colaboração com Noah Belson, e participa como actor, reforçando o carácter pessoal do projecto. O elenco inclui ainda Ari Millen no papel principal, acompanhado por Karen Cliche, Benjamin Byron Davis e Dylan Hawco, entre outros.

Outro detalhe curioso está na componente musical. A banda sonora original fica a cargo de Brandon Roberts, mas o filme contará também com contribuições adicionais de Snoop Dogg, numa colaboração pouco habitual que promete dar uma identidade sonora distinta ao projecto.

Ice Cream Man é ainda o primeiro lançamento da The Horror Section, a nova produtora criada por Eli Roth em 2025, pensada para desenvolver filmes de terror com maior liberdade criativa. A estratégia passa por apostar em conceitos fortes e reconhecíveis, capazes de captar imediatamente a atenção do público.

E, nesse aspecto, a ideia de transformar algo tão familiar como um vendedor de gelados numa figura ameaçadora parece cumprir esse objectivo na perfeição.

Num género onde a originalidade é cada vez mais difícil, Roth volta a apostar no desconforto — e na capacidade de distorcer aquilo que conhecemos desde a infância.

Resta saber até que ponto o público está preparado para olhar para um simples gelado… da mesma forma

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O regresso de He-Man já tem rosto… e o vilão pode roubar o protagonismo

Depois de anos em desenvolvimento, Masters of the Universe ganha finalmente forma — e o primeiro trailer revela não só o visual do herói, mas também aquele que poderá ser o verdadeiro destaque do filme: o vilão.

Jared Leto surge como Skeletor, numa interpretação que já está a gerar curiosidade entre os fãs, enquanto Nicholas Galitzine assume o papel de Prince Adam, o jovem destinado a tornar-se He-Man, “o homem mais poderoso do universo”.

A nova adaptação em imagem real, produzida pela Amazon MGM Studios em parceria com a Mattel, inspira-se na icónica linha de brinquedos dos anos 80 e na série animada que marcou gerações. A ambição é clara: criar uma nova franquia cinematográfica que possa replicar, ainda que em escala diferente, o fenómeno recente de Barbie.

A história coloca-nos num ponto de viragem para o protagonista. Após quinze anos afastado do seu mundo, Prince Adam regressa a Eternia e encontra um planeta devastado sob o domínio de Skeletor. Para salvar a sua família e restaurar o equilíbrio, terá de aceitar o seu destino e assumir plenamente a identidade de He-Man.

Ao seu lado estarão aliados fundamentais, como Teela, interpretada por Camila Mendes, e Duncan, também conhecido como Man-At-Arms, vivido por Idris Elba. O elenco inclui ainda nomes como Alison Brie, Morena Baccarin e James Purefoy, reforçando a dimensão do projecto.

A realização está a cargo de Travis Knight, conhecido pelo seu trabalho em animação e cinema de acção, o que poderá trazer uma abordagem visual distinta a este universo fantástico.

O caminho até aqui não foi simples. O projecto passou por várias versões ao longo dos anos, com diferentes equipas criativas e mudanças de rumo que atrasaram a produção. Agora, finalmente concretizado, surge com a responsabilidade de revitalizar uma marca clássica para uma nova geração.

O trailer deixa antever um filme com forte componente épica, misturando fantasia, acção e drama pessoal. Mas há um detalhe que poderá fazer a diferença: a forma como Skeletor é apresentado. Se a interpretação de Jared Leto corresponder às expectativas, o vilão poderá assumir um papel tão — ou mais — marcante do que o próprio herói.

A estreia está marcada para 5 de Junho, e será aí que se perceberá se Masters of the Universe tem realmente o potencial para dar início a uma nova saga.

Para já, há uma certeza: Eternia está de volta — e desta vez com ambições bem maiores.

O passado de Supergirl vai finalmente ganhar destaque — e há uma revelação que muda tudo

O novo filme da DC Studios continua a revelar detalhes importantes — e desta vez o foco está no passado de Supergirl, uma dimensão que promete ter um peso muito maior do que aquilo que muitos fãs esperavam.

Foi confirmado que David Krumholtz dará vida a Zor-El, pai de Kara Zor-El, interpretada por Milly Alcock, no aguardado filme Supergirl, com estreia marcada para 25 de Junho. Ao seu lado estará Emily Beecham no papel de Alura, mãe da protagonista.

Mas esta não é apenas uma adição ao elenco. É um sinal claro da direcção que o realizador Craig Gillespie quer dar à história.

Ao contrário de versões anteriores, onde Krypton surgia apenas como ponto de partida, o novo filme pretende explorar de forma aprofundada o planeta de origem da heroína, bem como a cidade de Argo, onde nasceu. Segundo Gillespie, compreender esse passado é essencial para perceber quem é Supergirl — não apenas como heroína, mas como pessoa.

Essa abordagem reflecte-se também no nível de detalhe da produção. O filme contará com várias línguas originais, incluindo o kryptoniano, obrigando os actores a aprender diálogos completos num idioma criado especificamente para este universo. Um esforço que, segundo o realizador, só é possível com intérpretes experientes e comprometidos.

A narrativa central afasta-se também do modelo tradicional de histórias de super-heróis. O filme mistura elementos de western e acção, acompanhando uma jovem alienígena em busca de vingança, que recruta Kara para a ajudar a encontrar o responsável pela morte da sua família. Ao mesmo tempo, a própria Supergirl tem um motivo pessoal para embarcar nesta jornada: salvar o seu fiel companheiro, Krypto, envenenado por esse mesmo inimigo.

Esta combinação de motivações pessoais e conflito moral promete dar uma dimensão mais humana à personagem, frequentemente vista como uma versão secundária de Superman. Aqui, pelo contrário, tudo aponta para uma identidade própria, mais complexa e até marcada por traços de autodestruição.

Visualmente, o filme deverá também expandir o universo da DC para além da Terra. Estão previstos vários planetas diferentes, cada um com identidade própria, reforçando o carácter épico da viagem. Ainda assim, é Krypton que se assume como o verdadeiro centro emocional da história — um mundo perdido que continua a definir a protagonista.

Gillespie inspira-se em clássicos como The Fifth Element para construir este universo rico em personagens e ambientes, e promete surpresas que, para já, prefere manter em segredo.

Se há algo que fica claro, é que este não será apenas mais um filme de super-heróis.

Será, acima de tudo, uma história sobre origem, identidade e perda — com uma escala que pode surpreender até os fãs mais atentos.

Laura Dern vai dar rosto a uma das investigações mais explosivas dos últimos anos — e há um detalhe que muda tudo

Laura Dern prepara-se para protagonizar uma das séries mais delicadas e potencialmente impactantes dos últimos anos, ao assumir o papel da jornalista Julie K. Brown numa produção centrada na investigação ao caso Jeffrey Epstein.

O projecto, ainda sem título oficial, será desenvolvido sob a produção executiva de Adam McKay, conhecido por trabalhos como Don’t Look Up e pela série Succession. A série será baseada no livro Perversion of Justice: The Jeffrey Epstein Story, publicado em 2021, onde Brown detalha anos de investigação que acabaram por expor um dos escândalos mais controversos da história recente.

Este será o primeiro grande projecto ficcional a abordar directamente o caso Epstein, focando-se no trabalho jornalístico que trouxe o tema de volta ao centro da atenção pública. Durante anos, Brown investigou o caso praticamente sozinha, reunindo testemunhos, identificando dezenas de vítimas e enfrentando resistências institucionais que dificultaram a exposição dos factos.

A série promete retratar esse percurso de forma detalhada, acompanhando o processo que levou à publicação de uma série de reportagens no Miami Herald em 2018. Esses artigos revelaram, entre outros aspectos, os contornos de um acordo judicial polémico que permitiu a Epstein evitar acusações federais mais graves anos antes — um elemento que gerou forte indignação pública e consequências políticas.

O impacto do trabalho de Brown foi significativo. Para além de contribuir para a reabertura do caso e para novas acusações, a investigação acabou por ter repercussões directas em figuras ligadas ao processo judicial original, incluindo a demissão de responsáveis governamentais.

A narrativa da série deverá também abordar o contexto mais amplo do caso, incluindo as ligações de Epstein a figuras influentes e a forma como essas relações terão contribuído para o silêncio em torno das denúncias durante anos. Trata-se, portanto, de uma história que ultrapassa o crime em si e entra no território das estruturas de poder e influência.

O argumento ficará a cargo de Sharon Hoffman, com Eileen Myers a assumir funções de co-showrunner, garantindo uma abordagem que combina rigor factual com construção dramática. A própria Laura Dern estará também envolvida na produção executiva, reforçando o compromisso com o projecto.

Apesar do interesse que já está a gerar, a série ainda não tem plataforma definida nem data de início de produção. Ainda assim, tudo indica que se trata de um dos projectos mais ambiciosos no que toca à adaptação de acontecimentos reais recentes.

Num momento em que o público demonstra cada vez mais interesse por histórias baseadas em factos verídicos, esta série poderá tornar-se um dos títulos mais discutidos quando finalmente chegar ao ecrã.

Uma tempestade, uma cabana… e um segredo que muda tudo: o thriller que chega esta semana à televisão
Um dos rostos mais icónicos de James Bond foi enganado durante anos — e o valor é difícil de acreditar
O filme que expõe o que se passa nas escolas russas — e a pergunta que fica no ar

Uma tempestade, uma cabana… e um segredo que muda tudo: o thriller que chega esta semana à televisão

Há filmes que apostam na acção desenfreada. Outros preferem o silêncio, o isolamento e a tensão que cresce devagar — e é precisamente nesse território que Inverno Mortal encontra a sua força.

O thriller protagonizado por Emma Thompson estreia esta semana no TVCine Top e coloca-nos no meio de um cenário tão simples quanto inquietante: uma mulher sozinha, uma tempestade de neve implacável e um encontro inesperado que rapidamente se transforma num pesadelo.

A história acompanha Barb, uma viúva que viaja até ao norte do Minnesota para cumprir o último desejo do marido — espalhar as suas cinzas num lago com significado especial. O que deveria ser um momento de despedida transforma-se, no entanto, numa luta pela sobrevivência quando uma tempestade a deixa isolada numa região remota.  

Ao procurar abrigo numa cabana, Barb depara-se com um ambiente estranho e com um anfitrião cujo comportamento levanta suspeitas. A tensão instala-se de forma subtil, mas persistente, até ao momento em que descobre algo que muda completamente o rumo da narrativa: uma jovem mantida em cativeiro. A partir daí, o filme abandona qualquer ilusão de segurança e entra num território onde cada decisão pode ser fatal.

Realizado por Brian Kirk, conhecido pelo seu trabalho em séries como Game of Thrones e Boardwalk EmpireInverno Mortal aposta numa abordagem contida, quase claustrofóbica, onde o ambiente desempenha um papel central. O frio, o isolamento e a ausência de ajuda externa não são apenas pano de fundo — são elementos activos na construção da tensão.

Emma Thompson entrega uma interpretação intensa, equilibrando fragilidade emocional com uma determinação crescente. A sua personagem não é uma heroína convencional, mas alguém empurrado para uma situação limite, onde o instinto de sobrevivência se sobrepõe ao medo. Ao seu lado, Judy GreerMarc Menchaca e Laurel Marsden ajudam a compor um elenco que reforça a tensão constante da narrativa.

Mais do que um thriller tradicional, Inverno Mortal constrói-se na ambiguidade e no desconforto. O espectador é levado a questionar intenções, a interpretar silêncios e a sentir o peso de um ambiente onde cada minuto conta.

A estreia está marcada para 3 de Abril, às 21h30, no TVCine Top, com disponibilidade também na plataforma TVCine+. Para quem procura uma experiência mais intensa e atmosférica, este é um daqueles filmes que vale a pena descobrir — de preferência com as luzes apagadas e sem distrações.

Um dos rostos mais icónicos de James Bond foi enganado durante anos — e o valor é difícil de acreditar

Há nomes que ficam para sempre ligados à história do cinema, e Ursula Andress é um deles. A actriz suíça, eternizada como Honey Ryder em Dr. No, tornou-se uma das Bond Girls mais icónicas de sempre. Mas, décadas depois de ter conquistado o público ao lado de Sean Connery, volta a estar no centro das atenções por motivos bem menos glamorosos.

Andress foi vítima de um esquema fraudulento de grandes dimensões, que lhe terá causado prejuízos na ordem dos 23 milhões de dólares — cerca de 120 milhões de reais. Um valor impressionante que, segundo as autoridades italianas, já foi em grande parte recuperado.

A investigação foi conduzida pela Guardia di Finanza, que confirmou ter conseguido rastrear e recuperar cerca de 20 milhões de dólares em bens, obras de arte e activos financeiros. Ainda assim, o impacto do caso vai muito além do dinheiro.

De acordo com informações divulgadas pela imprensa internacional, o alegado responsável pelo esquema será Eric Freymond, antigo gestor do património da actriz. Durante anos, terá construído uma relação de confiança com Andress, ao mesmo tempo que desviava fundos e realizava operações sem o seu consentimento, num alegado esquema de lavagem de dinheiro com ramificações internacionais.

Freymond morreu em Julho de 2025, num caso descrito como suicídio, o que acrescenta ainda mais complexidade a um processo já por si delicado.

As declarações da actriz revelam a dimensão emocional do golpe. Em entrevista ao jornal suíço Blick, Andress descreveu o sentimento de impotência perante a situação, sublinhando que foi alvo de manipulação durante anos. Segundo a própria, a relação de confiança foi construída de forma deliberada, através de elogios e proximidade, antes de ser explorada de forma sistemática.

Este caso volta a expor uma realidade muitas vezes invisível: a vulnerabilidade de figuras públicas perante pessoas do seu círculo próximo. Mais do que um esquema financeiro, trata-se de uma quebra profunda de confiança, com consequências que dificilmente se medem apenas em números.

Apesar de tudo, há um dado que traz algum alívio: grande parte do montante já foi recuperada, graças à rápida intervenção das autoridades italianas.

Ainda assim, fica uma história que dificilmente será esquecida — não apenas pelo valor envolvido, mas pela forma como aconteceu.

E talvez isso seja o mais inquietante de tudo.

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O filme que expõe o que se passa nas escolas russas — e a pergunta que fica no ar

A realidade das escolas russas tornou-se tema central de um dos documentários mais discutidos do ano — Um Zé Ninguém Contra Putin, vencedor do Óscar de Melhor Documentário — e levanta uma questão inquietante: até que ponto a propaganda dirigida às crianças pode moldar uma geração inteira?

O filme, co-produzido pela BBC, acompanha o trabalho de Pavel Talankin, um cinegrafista que registou o quotidiano de uma escola primária numa pequena cidade nos montes Urais. O que começou como um registo interno acabou por se transformar num retrato perturbador de como o sistema educativo foi progressivamente integrado numa máquina de narrativa estatal, sobretudo após a invasão da Ucrânia em 2022.

No centro da história estão famílias reais, ainda que protegidas por anonimato, que vivem um dilema difícil de resolver. Nina, mãe de uma criança de sete anos, descreve a tensão constante entre o ambiente escolar e os valores que tenta transmitir em casa. A filha participa com entusiasmo nas actividades patrióticas, sente-se integrada, gosta dos professores e dos colegas. E é precisamente isso que torna tudo mais complexo: recusar estas dinâmicas pode significar isolamento social.

O documentário mostra como práticas aparentemente banais — como cerimónias de hasteamento da bandeira ou aulas temáticas — ganharam um novo significado. As chamadas “Conversas sobre Coisas Importantes” são agora momentos estruturados para transmitir uma visão oficial da história e do presente, incluindo a narrativa em torno da guerra, apresentada como uma acção defensiva. Em paralelo, manuais escolares foram revistos e conteúdos ajustados para reflectir essa posição.

Especialistas apontam que a infância é um período particularmente sensível à influência de figuras de autoridade. A psicoterapeuta Anastasia Rubtsova sublinha que crianças pequenas tendem a aceitar como verdade aquilo que lhes é ensinado em contexto escolar. No entanto, também destaca que o papel da família pode ser determinante a longo prazo, sobretudo quando existe um esforço consciente para transmitir valores alternativos, como a empatia ou a resolução pacífica de conflitos.

Ainda assim, o contexto russo levanta desafios adicionais. Quando o acesso a fontes de informação é limitado e as mensagens são reforçadas por diferentes níveis da sociedade — escola, media e discurso público — torna-se mais difícil prever o impacto real dessa exposição prolongada.

O filme de Talankin evita respostas fáceis. Em vez disso, constrói um retrato subtil, onde coexistem entusiasmo, conformismo e silêncio. Há crianças que participam activamente, outras que assistem com indiferença, e muitas que simplesmente aprendem a não questionar.

No fim, a pergunta permanece — não apenas sobre a eficácia da propaganda, mas sobre o que acontece quando crescer significa aprender a navegar entre duas versões da realidade.

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Durante anos, foi impossível dissociar Daniel Craig da imagem clássica de James Bond ao volante de um elegante Aston Martin. Agora, essa associação sofre uma reviravolta curiosa — e reveladora dos tempos que vivemos.

O actor britânico é a nova cara da Denza, a marca premium da gigante chinesa BYD, numa jogada estratégica que diz muito sobre as ambições globais da empresa. Mais do que uma simples campanha publicitária, trata-se de um sinal claro: a Denza quer afirmar-se como uma alternativa credível no segmento de luxo — e escolheu um dos rostos mais reconhecíveis do cinema para o fazer.

A escolha não é inocente. Craig transporta consigo uma aura de sofisticação, discrição e estatuto que encaixa perfeitamente na mensagem que a marca pretende passar. Ao longo dos próximos meses, o actor deverá participar em várias campanhas internacionais, numa fase em que a Denza acelera a sua expansão para mercados-chave como a Europa, a América Latina e o Médio Oriente.

Esta nova etapa arranca oficialmente a 8 de Abril, em Paris, com a apresentação europeia do Denza Z9 GT. Trata-se de uma shooting brake totalmente eléctrica que promete funcionar como montra tecnológica da marca, reunindo design arrojado e soluções inovadoras. O modelo já despertou curiosidade entre especialistas e entusiastas, não apenas pelo desempenho anunciado, mas também pelo posicionamento ambicioso.

Mas a ofensiva da Denza não se fica por aqui. Meses depois, será revelado o Denza Z, um desportivo eléctrico que pretende elevar ainda mais a fasquia da marca. E, num detalhe quase cinematográfico, a apresentação foi marcada para um dos palcos mais icónicos do mundo automóvel: o Goodwood Festival of Speed.

A escolha de Goodwood — profundamente associado à tradição britânica — ganha um simbolismo adicional com a presença de Daniel Craig. É quase como fechar um ciclo: o actor que durante anos representou o auge do luxo automóvel britânico passa agora a dar rosto a uma nova era, dominada pela electrificação e por novos protagonistas globais.

Para muitos fãs, a imagem de Craig longe dos motores a combustão poderá causar estranheza. Mas, olhando para o panorama actual da indústria automóvel, a transição parece inevitável — e até lógica.

No fim de contas, talvez o verdadeiro “licença para inovar” seja mesmo este.

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O primeiro trailer da versão em imagem real de Moana já está a dar que falar — mas não exactamente pelas razões que a Disney esperaria.

Grande parte da atenção online centrou-se no visual de Dwayne Johnson no papel de Maui, personagem que o próprio já tinha interpretado na versão animada. Desta vez, no entanto, há um detalhe impossível de ignorar: o actor surge com uma cabeleira volumosa, recriando o visual do semideus — e foi precisamente isso que gerou reacções imediatas nas redes sociais.

Entre comentários irónicos e críticas mais directas, muitos utilizadores estranharam a transformação, sublinhando que a imagem de Johnson está fortemente associada à sua aparência habitual. A comparação tornou-se inevitável, e o contraste acabou por dominar a conversa nas primeiras horas após o lançamento do trailer.

Mas há um dado que muda completamente o enquadramento.

Apesar do ruído online, o vídeo alcançou cerca de 132 milhões de visualizações nas primeiras 24 horas, superando outros grandes lançamentos recentes. Ou seja, a polémica não afastou o público — pelo contrário, amplificou a visibilidade do projecto.

Nos bastidores, a transformação de Dwayne Johnson foi tudo menos superficial. O actor revelou que passava cerca de duas horas e meia por dia na maquilhagem, num processo que incluía não só a peruca, mas também um fato protésico significativo. A decisão de optar por efeitos práticos, em vez de recorrer exclusivamente a soluções digitais, foi deliberada, com o objectivo de manter uma ligação mais fiel à versão animada da personagem.

Ainda assim, as críticas não se ficaram pelo visual de Maui.

Alguns espectadores apontaram também à estética geral do filme, considerando que certas imagens parecem menos vibrantes do que seria expectável num universo inspirado na cultura polinésia. Parte dessa percepção poderá estar ligada ao facto de o filme ainda não estar finalizado ao nível de correcção de cor e efeitos visuais — uma fase que costuma sofrer alterações até perto da estreia.

Apesar disso, fontes próximas da produção indicam que não estão previstas mudanças criativas significativas. A estratégia passa por manter o rumo definido, mesmo perante reacções mistas nas redes sociais.

Este tipo de recepção inicial não é, de resto, incomum. Outros projectos recentes passaram por fases semelhantes antes da estreia, com reacções negativas a determinados aspectos visuais que acabaram por não comprometer o sucesso final. Em muitos casos, o impacto mediático inicial acaba por funcionar como publicidade adicional.

No caso de Moana, há ainda um factor decisivo: o apelo junto do público familiar. Comentários positivos, especialmente de pais e espectadores mais jovens, sugerem que o entusiasmo permanece elevado, independentemente das críticas mais visíveis.

A estreia está prevista para os próximos meses, e será aí que se fará o verdadeiro teste.

Até lá, uma coisa é certa: entre críticas e elogios, ninguém ficou indiferente.

E, em Hollywood, isso costuma ser meio caminho andado.

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