Espiões, Explosões e Churchill: O Novo Filme de Guy Ritchie Que Leva a Guerra a Outro Nível

“The Ministry of Ungentlemanly Warfare” estreia no TVCine com ação, humor e uma missão suicida pouco convencional

Há guerras que se travam com estratégia. Outras, com pura ousadia. E depois há aquelas em que o cavalheirismo é deixado à porta. É precisamente esse o espírito de The Ministry of Ungentlemanly Warfare, o mais recente filme de Guy Ritchie, que chega à televisão portuguesa no dia 27 de fevereiro, às 21h30, no TVCine Top  .

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Inspirado em factos reais — ainda que com uma boa dose de ficção à mistura — o filme mergulha numa das operações mais arrojadas da Segunda Guerra Mundial, misturando comédia de ação, espionagem e aventura num cocktail explosivo ao estilo inconfundível de Ritchie.

Uma Missão Fora de Todos os Protocolos

Estamos em 1941, no auge da Segunda Guerra Mundial. A Grã-Bretanha enfrenta o avanço das forças do Eixo na Europa e precisa desesperadamente de virar o jogo. Com o aval de Winston Churchill, nasce a Operação Postmaster: uma missão não sancionada, não autorizada e totalmente fora das regras militares convencionais  .

Sob a coordenação do brigadeiro Colin Gubbins e a liderança operacional do major Gus March-Phillipps, forma-se uma unidade ultrassecreta composta por soldados renegados, homens dispostos a tudo para atacar os nazis. O objectivo? Sabotar navios de apoio do Eixo que sustentam os temidos U-boats no Atlântico.

Como o próprio título sugere — “O Ministério da Guerra Pouco Cavalheiresca” — esta equipa especial adopta métodos nada ortodoxos. Sabotagens, infiltrações e confrontos diretos tornam-se rotina numa missão que parece saída de um romance de espionagem, mas que tem raízes históricas bem documentadas  .

Guy Ritchie em Território Familiar

Conhecido pelo seu estilo visual dinâmico e diálogos rápidos, Guy Ritchie volta a apostar numa narrativa de ação estilizada, depois de títulos como Snatch, Operation Fortune: Ruse de Guerre e The Covenant.

Aqui, o realizador combina sequências de ação vertiginosas com momentos de humor e camaradagem, criando uma versão cinematográfica vibrante da história real retratada no livro Churchill’s Secret Warriors: The Explosive True Story of the Special Forces Desperadoes of WWII, de Damien Lewis  .

O filme apresenta uma interpretação fortemente ficcionada do papel do Executivo de Operações Especiais (SOE) durante a guerra, transformando um episódio histórico numa aventura cinematográfica cheia de ritmo e personalidade.

Um Elenco de Peso em Missão Especial

À frente do elenco está Henry Cavill, acompanhado por Eiza González, Alan Ritchson, Alex Pettyfer, Henry Golding e Cary Elwes  .

O resultado é um grupo carismático que equilibra intensidade bélica com ironia e espírito de equipa, dando corpo a uma história de coragem pouco convencional.

Uma Estreia a Não Perder

Para os fãs de narrativas históricas com energia contemporânea, The Ministry of Ungentlemanly Warfare promete duas horas de puro entretenimento, onde estratégia militar e irreverência caminham lado a lado.

A estreia acontece na sexta-feira, 27 de fevereiro, às 21h30, no TVCine Top, estando também disponível no TVCine+  .

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Quando o mundo estava em guerra, houve quem decidisse lutar… sem pedir licença.

A Queda de um Ícone? “Marilyn Manson: Revelado” Expõe as Acusações e Abala a Indústria Musical

Documentário estreia em exclusivo no TVCine e mergulha numa das maiores polémicas do rock contemporâneo

Marilyn Manson foi, durante décadas, uma das figuras mais provocadoras e influentes do rock internacional. Símbolo da contracultura nos anos 90, construiu uma carreira marcada pela controvérsia, pela teatralidade e por uma estética que desafiava convenções. Mas em fevereiro de 2021, o seu nome passou a dominar manchetes por razões muito diferentes: várias acusações de agressão sexual vieram a público, desencadeando uma reviravolta abrupta na sua carreira.

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É precisamente esse ponto de rutura que está no centro de “Marilyn Manson: Revelado”, um documentário em três partes que estreia em exclusivo na televisão portuguesa no dia 27 de fevereiro, às 22h10, no TVCine Edition, com episódios seguintes a 6 e 13 de março, no mesmo horário  . A série estará também disponível no TVCine+.

Do estrelato à controvérsia

Ao longo de três episódios, o documentário traça o percurso de Brian Warner, o homem por detrás da persona Marilyn Manson, desde a ascensão meteórica nos anos 1990 até ao impacto devastador das acusações que vieram a público  . O que começou como uma carreira construída na provocação e na crítica social acabou por se transformar num caso que abalou profundamente a indústria musical e do entretenimento.

Após as denúncias, o artista foi afastado pelo seu agente, pelo manager e pela editora discográfica, num movimento que refletiu a crescente intolerância da indústria face a alegações de comportamentos abusivos  . O documentário acompanha este processo, analisando não só as consequências imediatas para Manson, mas também o impacto mais amplo que o caso teve na perceção pública e no debate cultural.

Vozes, testemunhos e um debate necessário

Realizado por Karen McGann, “Marilyn Manson: Revelado” não se limita a um retrato biográfico. A série dá voz a várias mulheres que fizeram acusações públicas contra o músico, contextualizando os seus testemunhos num panorama mais vasto de escrutínio sobre abusos no meio artístico  .

Mais do que relatar factos, o documentário levanta questões incómodas e pertinentes: onde termina a provocação artística e começam comportamentos inaceitáveis? A persona chocante construída por Manson era apenas uma máscara performativa ou refletia traços do homem por detrás do palco? E como deve a sociedade equilibrar liberdade de expressão com responsabilidade individual?

Estas perguntas ganham especial relevância num século XXI marcado por movimentos de denúncia e por uma transformação profunda na forma como o público e as instituições encaram figuras públicas acusadas de abuso de poder.

Um retrato incisivo de uma mudança cultural

“Marilyn Manson: Revelado” insere-se numa tendência crescente de documentários que revisitam ícones culturais à luz de novas revelações e de uma maior consciência social. Neste caso, o foco não é apenas o artista, mas também a indústria que o elevou — e que rapidamente se distanciou quando surgiram as acusações.

Ao propor uma reflexão sobre poder, cultura e responsabilidade, a série oferece um olhar atual e incisivo sobre uma das figuras mais controversas da música rock contemporânea  . Independentemente da posição de cada espectador, trata-se de um documento televisivo que promete gerar debate e reflexão.

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“Marilyn Manson: Revelado” estreia a 27 de fevereiro, com continuação nos dias 6 e 13 de março, às 22h10, no TVCine Edition.

Amor Até à Última Fibra: Together: Juntos Estreia no TVCine Top

Terror, desejo e codependência num dos filmes mais perturbadores do ano

Há relações que resistem a tudo. Outras transformam-se em algo… literalmente inseparável. É nesse território desconfortável que se move Together: Juntos, thriller de terror sobrenatural que estreia em exclusivo no TVCine Top, a 21 de Fevereiro, às 21h30, estando também disponível no TVCine+  .

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Descrito como um filme sobre codependência e os limites do corpo humano, esta é uma proposta que cruza drama romântico com body horror — e que promete deixar marcas.

Um recomeço no campo… que corre terrivelmente mal

Tim e Millie atravessam uma fase frágil na relação e decidem mudar-se para o campo numa tentativa de recomeço. Mas o isolamento não resolve tensões antigas — apenas as amplifica. Durante uma caminhada, o casal cai numa caverna subterrânea e entra em contacto com uma força misteriosa que começa a alterar não só o seu equilíbrio emocional, mas também o próprio corpo  .

Tim passa a experienciar episódios inexplicáveis de atracção física, enquanto ambos enfrentam fenómenos que desafiam lógica e sanidade. À medida que tentam compreender o que lhes está a acontecer, descobrem que o local esconde segredos ligados a outras pessoas que ali estiveram antes  .

O medo mistura-se com desejo. A intimidade torna-se ameaça. E a ideia de “ser um só” ganha contornos inquietantes.

Body horror com coração (e nervos à flor da pele)

Realizado por Michael ShanksTogether: Juntos aposta numa abordagem que conjuga o horror físico com o drama emocional  . O filme explora temas como dependência emocional, identidade pessoal e os limites entre o amor e a obsessão.

Nos papéis principais estão Dave Franco e Alison Brie, cuja química em cena reforça a tensão constante entre atracção e repulsa  .

A estreia ocorreu na secção Midnight do Sundance Film Festival em 2025, onde recebeu elogios no circuito de festivais independentes  . E não é difícil perceber porquê: trata-se de uma experiência intensa, desconfortável e assumidamente provocadora.

Um sábado à noite… diferente

Num panorama onde o terror muitas vezes se limita ao susto fácil, Together: Juntos opta por algo mais perturbador: usar o corpo como metáfora do amor que sufoca, da proximidade que corrói e da dificuldade em existir sem o outro.

É um filme que joga com o desconforto — físico e emocional — e que desafia o espectador a questionar até que ponto duas pessoas podem fundir-se sem se perderem.

A 21 de Fevereiro, às 21h30, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar nesta história onde o amor não é apenas simbólico. É carne com carne.

O Hip-Hop de Belfast Não Pede Licença:  Chega ao TVCine Edition

Uma história verídica, irreverente e explosiva

Há filmes que contam uma história. E há outros que parecem sair directamente de um concerto suado, cheio de fumo, provocação e palavras afiadas como navalhas. Kneecap – O Trio de Belfast pertence claramente à segunda categoria.

Baseado numa história verídica, o filme acompanha três jovens de Belfast que encontram no hip-hop uma arma cultural — não para destruir, mas para afirmar identidade, língua e pertença. A estreia acontece no TVCine Edition, a 21 de Fevereiro, às 22h00, ficando também disponível no TVCine+, como refere o material oficial  .

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Mais do que um biopic musical, estamos perante um retrato geracional carregado de irreverência, humor mordaz e energia política.

Belfast, tensão e rimas em duas línguas

Em Belfast, cidade marcada por décadas de tensões sociais e políticas, três amigos — Liam Óg Ó hAnnaidh, Naoise Ó Cairealláin e J.J. Ó Dochartaigh — unem-se para formar os Kneecap. Conhecidos artisticamente como Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí, os próprios músicos interpretam versões ficcionadas de si mesmos no grande ecrã  .

A particularidade? Cantam em inglês e em irlandês, misturando crítica social com um humor corrosivo e uma energia quase punk. Entre concertos underground, confrontos com a autoridade e laços de amizade que resistem à pressão do meio envolvente, o filme mostra como o grupo se transformou numa voz poderosa para uma nova geração  .

Não é apenas música. É afirmação cultural.

Um triunfo crítico e premiado

Realizado por Rich Peppiatt, o filme tem sido amplamente elogiado pela crítica pela sua autenticidade e ousadia narrativa  . A recepção não ficou apenas nas palavras: Kneecap – O Trio de Belfast venceu o BAFTA de Melhor Estreia de um Argumentista, Realizador ou Produtor Britânico e arrecadou sete prémios nos British Independent Film Awards em 2024, incluindo Melhor Filme Independente  .

Na Variety, o crítico Carlos Aguilar descreveu-o como “um triunfo tumultuoso, carregado de drogas, em nome da liberdade, que transborda de uma energia indomável”  .

A descrição encaixa: o filme não pede desculpa, não suaviza arestas, nem tenta ser consensual. Tal como a música dos Kneecap, prefere provocar do que agradar.

Juventude, resistência e identidade

O grande mérito do filme está em captar a tensão entre diversão e protesto. A irreverência não surge como pose, mas como mecanismo de sobrevivência. Crescer numa cidade com cicatrizes históricas profundas implica escolher como se responde a esse passado. O trio escolheu fazê-lo com rimas, batidas e um microfone.

Kneecap – O Trio de Belfast não romantiza o contexto nem transforma os protagonistas em heróis clássicos. Mostra-os como jovens imperfeitos, impulsivos, cheios de contradições — mas também determinados a reivindicar espaço numa cultura que muitas vezes marginaliza a sua língua e identidade.

No panorama do cinema musical recente, este é um dos exemplos mais vibrantes de como a cultura urbana pode ser filmada com nervo e verdade.

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No sábado, 21 de Fevereiro, às 22h00, o hip-hop de Belfast invade o pequeno ecrã português. E não vem pedir autorização.

A Série Que Vai Falar de Sexo Como Nunca Vimos na Televisão Portuguesa

“Prazer Procura-se” estreia em Fevereiro e promete abalar tabus

Há séries que entretêm. Outras provocam. E depois há aquelas que fazem as duas coisas ao mesmo tempo — com frontalidade, humor e zero pudor. É o caso de Killjoy, que chega a Portugal com o título Prazer Procura-se.

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A estreia está marcada para 19 de Fevereiro, às 22h10, no TVCine Edition, com disponibilização também no TVCine+  . Uma proposta ousada que promete abrir conversas — e talvez algumas feridas — sobre sexualidade feminina e expectativas sociais.

Quando a “vida perfeita” começa a desmoronar

Nanna parece ter tudo controlado. Frequenta uma boa escola, mantém uma relação estável com um namorado carinhoso e aparenta equilíbrio emocional. Mas há um detalhe que muda tudo: percebe que nunca teve um orgasmo verdadeiro.

Esse momento de lucidez desencadeia uma crise profunda. Sentindo-se isolada e envergonhada por acreditar que é a única a fingir prazer no seu círculo social, Nanna começa a questionar não apenas a sua relação, mas também a imagem que construiu de si própria  .

Ao longo de seis episódios, acompanhamos esta busca crua e honesta pelo prazer — mas também pela verdade e autoaceitação. A série desmonta mitos, expõe inseguranças e enfrenta de frente as pressões invisíveis de uma sociedade obcecada com desempenho sexual e felicidade encenada  .

Humor mordaz e desconforto necessário

Produzida na Dinamarca, Prazer Procura-se equilibra comédia e drama numa narrativa intimista e contemporânea. A realização está a cargo de Jennifer Vedsted Christiansen e Emma Sehested Høeg, que assume também o papel principal e participa criativamente no projecto  .

A interpretação de Emma Sehested Høeg foi amplamente elogiada pela autenticidade e coragem com que dá voz a uma experiência feminina frequentemente silenciada. O reconhecimento não tardou: a série conquistou o prémio de Melhor Série TV de Curta Duração nos Danish Film Awards 2024  .

Com diálogos acutilantes, situações desconfortáveis e humor mordaz, a produção assume-se como um retrato geracional que não tem medo de ser explícito quando necessário.

Uma estreia que promete dar que falar

Com seis episódios, Prazer Procura-se estreia a 19 de Fevereiro e segue depois para exibição nas quintas-feiras seguintes no TVCine Edition  .

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Num panorama televisivo ainda reticente em abordar a sexualidade feminina com frontalidade, esta série dinamarquesa surge como uma lufada de ar fresco — ou talvez como um abanão necessário.

Porque, às vezes, procurar prazer é também procurar verdade.

O Regresso Mais Emocionante da Televisão Está Quase Aí — E Chega em Exclusivo a Portugal

“Sullivan’s Crossing” volta com a 3.ª temporada já em Março

Há regressos que sabem a casa. E a terceira temporada de Sullivan’s Crossing promete precisamente isso: emoção, reencontros e decisões que mudam vidas.

A nova temporada estreia em Portugal no dia 3 de Março, em exclusivo no TVCine+, numa aposta que reforça o compromisso dos Canais TVCine em trazer ao público nacional algumas das séries mais faladas do momento  .

Morreu Robert Duvall: O Silencioso Gigante Que Deu Alma a “O Padrinho” e Eternizou o Napalm de “Apocalypse Now”

Baseada na série de bestsellers da autora norte-americana Robyn Carr, a produção acompanha a história de Maggie Sullivan, uma neurocirurgiã cuja vida aparentemente perfeita sofre um abalo profundo após um escândalo profissional.

Um regresso às origens… e às emoções

Interpretada por Morgan Kohan, Maggie vê-se forçada a regressar à sua cidade natal e ao parque de campismo gerido pelo pai, situado na deslumbrante região costeira da Nova Escócia. O que começa como uma fuga transforma-se numa jornada de reconciliação, autodescoberta e segundas oportunidades.

Ao longo das duas primeiras temporadas, Sullivan’s Crossing conquistou uma base sólida de fãs graças à combinação de drama familiar, romance e temas de redenção. Não é apenas uma série sobre recomeços — é um retrato sensível das fragilidades humanas e da força dos laços comunitários.

O que esperar da terceira temporada?

A nova temporada, composta por 10 episódios disponibilizados em simultâneo, retoma a narrativa após o impactante final anterior, em que o pai de Maggie sofre um AVC  . Determinada a permanecer em Sullivan’s Crossing, Maggie tenta reconstruir a sua vida num contexto cada vez mais complexo.

Entre os desafios que enfrenta estão as consequências de um devastador incêndio na propriedade e a necessidade de redefinir o seu futuro profissional. Paralelamente, a relação com Cal Jones, personagem de Chad Michael Murray, entra numa nova fase, exigindo equilíbrio, maturidade e coragem.

As emoções estarão à flor da pele e as relações dentro da pequena comunidade serão testadas como nunca antes  .

Uma maratona pronta a acontecer

Para quem ainda não mergulhou neste universo, a segunda temporada já se encontra disponível no TVCine+, permitindo uma preparação ideal para a estreia da T3  .

Com todos os episódios lançados em simultâneo, o dia 3 de Março promete ser sinónimo de maratona. Romance, conflitos familiares e decisões difíceis aguardam os espectadores.

“28 Years Later: The Bone Temple” Falhou no Cinema… Mas Pode Renascer em Casa?

Se há séries que confortam como um abraço num dia frio, Sullivan’s Crossing é uma delas. E esta nova temporada promete provar que, mesmo depois de um incêndio — literal ou emocional — é possível reconstruir.

Juntos… Até Que o Psicanalista Nos Separe: Terapia de  Estreia no TVCine TopFamília

A comédia francesa que transforma uma sessão de terapia num pesadelo familiar chega a 15 de Fevereiro

Prepare-se para uma noite de gargalhadas e constrangimentos à mesa. Terapia de Família estreia no próximo dia 15 de Fevereiro, às 21h05, no TVCine Top, prometendo um serão dominical onde o caos familiar é o verdadeiro protagonista  .

Realizada e escrita por Arnaud Lemort, conhecido por títulos como Ibiza e O Amor É Melhor a Dois, esta comédia francesa parte de uma premissa deliciosamente simples: o pior pesadelo de um terapeuta pode muito bem ser tornar-se parte do problema.

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Quando o paciente se torna… genro

O Dr. Olivier Béranger, interpretado por Christian Clavier, é um psicanalista de sucesso que já perdeu a paciência com Damien, um paciente cronicamente ansioso e excessivamente dependente. Após cinco anos de sessões sem grandes resultados, o médico decide lançar-lhe um desafio terapêutico: encontrar o amor da sua vida como forma de ultrapassar os seus bloqueios emocionais  .

Três meses depois, Damien aparece transformado — ou assim parece. Apaixonado e pronto para dar o próximo passo, convida o seu terapeuta (involuntariamente) para um encontro que mudará tudo. A sua noiva, Alice, decide apresentá-lo aos pais durante a celebração do aniversário de casamento da família. O detalhe explosivo? O pai de Alice é precisamente o Dr. Béranger  .

A partir daí, instala-se o pânico. Determinado a impedir que a filha se case com o seu paciente mais desesperante, Béranger fará tudo ao seu alcance para sabotar a relação. O resultado é uma sucessão de mal-entendidos, manipulações e situações embaraçosas que elevam o conceito de “jantar de família” a um novo patamar de tensão cómica.

Um trio afinado na tradição da comédia francesa

Christian Clavier, figura incontornável da comédia francesa, assume o papel do psicanalista em desespero, enquanto Baptiste Lecaplain dá vida ao ansioso — e surpreendentemente resiliente — Damien. Claire Chust interpreta Alice, a filha cujo romance desencadeia toda a tempestade  .

Com um tom leve e descontraído, Terapia de Família inscreve-se na tradição das comédias de costumes francesas, onde as fragilidades humanas e os conflitos familiares são explorados com ironia e ternura. É um filme que brinca com a autoridade, o ego e as dinâmicas entre gerações, sem nunca perder o ritmo ou a boa disposição.

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A estreia exclusiva acontece no domingo, 15 de Fevereiro, às 21h05, no TVCine Top, estando também disponível no TVCine+  . Uma proposta ideal para quem prefere terminar o fim-de-semana com risos — e talvez com a reconfortante ideia de que as suas próprias reuniões familiares até nem são assim tão dramáticas.

28 Anos Depois: Danny Boyle Regressa ao Inferno Pós-Apocalíptico que Mudou o Terror Moderno

A aguardada sequela de 28 Dias Depois chega à televisão portuguesa a 13 de Fevereiro, no TVCine Top

Vinte e três anos depois de 28 Dias Depois ter redefinido o cinema de terror contemporâneo, Danny Boyle regressa finalmente ao universo que ajudou a criar com 28 Anos Depois, um novo capítulo que aprofunda o colapso social iniciado pelo vírus da raiva — e as cicatrizes deixadas por décadas de sobrevivência.

O filme estreia na televisão portuguesa sexta-feira, 13 de Fevereiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+, trazendo de volta um mundo onde o perigo já não vem apenas dos infectados, mas também daqueles que aprenderam a viver sem regras.

Um mundo isolado… e ainda mais perigoso

Em 28 Anos Depois, acompanhamos um grupo de sobreviventes que vive isolado numa pequena ilha, ligada ao continente por uma passagem fortemente vigiada. A aparente segurança deste refúgio é posta em causa quando um dos membros da comunidade parte numa missão arriscada ao interior do país. O que encontra do outro lado não é apenas um território devastado por novas mutações do vírus, mas também comunidades humanas profundamente marcadas por quase três décadas de colapso social.

O filme coloca o foco numa nova geração — pessoas que nunca conheceram o mundo “antes” — e questiona até que ponto a Humanidade sobreviveu intacta. Aqui, o terror não é apenas físico; é moral, psicológico e social.

O regresso de Danny Boyle ao universo que o definiu

Depois de 28 Dias Depois (2002) e de 28 Semanas Depois, realizado por Juan Carlos Fresnadillo, Danny Boyle volta a assumir o controlo criativo da saga, trazendo consigo a abordagem crua e experimental que tornou o primeiro filme tão influente.

Vencedor do Óscar por Quem Quer Ser Bilionário? (2008) e autor de obras como Trainspotting e 127 Horas, Boyle opta novamente por soluções técnicas pouco convencionais. Grande parte de 28 Anos Depois foi filmada com um iPhone, recuperando o espírito digital e instável do original, rodado em baixa definição — uma escolha estética que reforça a sensação de urgência, precariedade e caos permanente.

Um elenco de peso para um mundo em ruínas

O filme conta com um elenco de luxo, liderado por Jodie ComerAaron Taylor-JohnsonRalph Fiennes e Jack O’Connell. As personagens que interpretam reflectem diferentes formas de adaptação ao novo mundo — desde a tentativa de preservar valores antigos até à aceitação plena da brutalidade como norma.

Sem recorrer a explicações fáceis, 28 Anos Depois constrói um retrato inquietante de uma sociedade que já não sabe se quer ser salva… ou apenas sobreviver mais um dia.

Terror visceral com comentário social

Tal como os filmes anteriores, esta nova entrada na saga equilibra terror visceral com uma leitura política e social clara. O vírus continua a ser o catalisador do colapso, mas o verdadeiro horror nasce da forma como os sobreviventes se organizam, se isolam e se transformam.

28 Anos Depois não oferece conforto nem nostalgia. É um regresso a um futuro sombrio onde a civilização foi substituída por rotinas de medo, vigilância e violência latente — um espelho perturbador das ansiedades contemporâneas.

Na sexta-feira 13, Danny Boyle convida-nos a regressar ao pesadelo que nunca terminou.

Três Documentários, Três Mundos: Fevereiro é Mês de Olhar Portugal no TVCine Edition

O documentário nacional em destaque nas noites de sexta-feira

Fevereiro traz um convite especial para quem gosta de cinema que pensa, questiona e observa o mundo com atenção. O TVCine Edition dedica os fins de tarde e as noites de sexta-feira ao documentário português, reunindo três obras muito distintas entre si, mas unidas por um olhar inquieto e profundamente contemporâneo sobre identidade, território, memória e criação. O especial Documentários: Olhar Portugal decorre nos dias 6, 13 e 27 de Fevereiro, com exibição exclusiva no TVCine Edition e disponibilidade no TVCine+.  

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Da memória revolucionária à criação colectiva

O ciclo arranca a 6 de Fevereiro com Espiral em Ressonância, realizado por Filipa César e Marinho de Pina. O documentário acompanha a construção de uma mediateca comunitária em Malafo, na Guiné-Bissau, pensada como espaço de preservação e activação da memória do cinema militante guineense. Entre arquivos, gestos colectivos e reflexão política, o filme questiona a forma como se guarda o passado sem o cristalizar, criando antes condições para o futuro. Distinguido no Cinéma du Réel e no Porto/Post/Doc, é uma obra que cruza cinema, história e resistência cultural.

A Trafaria como mapa sensorial e humano

No dia 13 de FevereiroNa Trafaria propõe um exercício radicalmente diferente. Desenvolvido no âmbito de um projecto participativo da NOVA FCSH e realizado por Pedro Florêncio, o filme utiliza o cinema como ferramenta de mapeamento alternativo de um território muitas vezes esquecido. A Trafaria surge aqui como um organismo vivo, feito de fragmentos, memórias, vozes e paisagens, numa abordagem que cruza antropologia, experimentação e cartografia emocional. Não é um retrato convencional, mas um convite a sentir um lugar através das suas camadas invisíveis.

Natália Correia, mito, corpo e palavra

O ciclo encerra a 27 de Fevereiro com A Mulher Que Morreu de Pé, de Rosa Coutinho Cabral, um ensaio visual sobre Natália Correia, figura incontornável da cultura e da política portuguesas. Misturando documentário e elementos ficcionados, o filme constrói um “casting poético” onde actores e testemunhos revisitam a vida, a obra e os fantasmas de Natália. Distinguido como Melhor Documentário no Porto Femme 2025, é uma abordagem livre, ousada e profundamente literária.

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Um convite à descoberta do cinema português

Documentários: Olhar Portugal não é apenas um ciclo televisivo: é uma montra do vigor, da diversidade e da maturidade do documentário nacional contemporâneo. Três filmes, três linguagens, três formas de olhar o mundo — todas elas a merecer atenção.

Sorriam, Está Tudo Sob Controlo: Um Sinal Secreto Chega ao TVCine Top

O thriller psicológico que desmonta o poder por trás do sorriso perfeito

Há filmes que entram devagar, quase sorrateiros, e quando damos por isso já nos deixaram desconfortáveis no sofá. Um Sinal Secreto é precisamente desse tipo. O thriller psicológico que marca a estreia de Zoë Kravitz na realização chega aos Canais TVCine no dia 6 de Fevereiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+ — e traz consigo uma atmosfera inquietante, provocadora e difícil de ignorar.  

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Uma ilha paradisíaca… onde nada é inocente

A história acompanha Frida, interpretada por Naomi Ackie, uma jovem empregada de mesa constantemente a lutar contra a falta de dinheiro, mas movida por sonhos de ascensão social. O acaso — ou talvez não — leva-a a cruzar-se com Slater King, um multimilionário reformado vivido por Channing Tatum, durante uma festa luxuosa. Entre olhares cúmplices e uma química difícil de disfarçar, Frida acaba convidada para um fim de semana numa ilha privada exclusiva, frequentada por um círculo restrito de amigos ricos e aparentemente encantadores.

É aqui que Um Sinal Secreto começa verdadeiramente a mostrar as garras. As noites tornam-se difusas, as memórias fragmentadas e os comportamentos dos convidados cada vez mais estranhos. Frida apercebe-se de que algo está profundamente errado e que por trás do luxo, das festas e do sorriso permanente existe uma teia de intenções obscuras — daquelas que não se anunciam, mas controlam tudo.

Poder, consentimento e desigualdade como armas narrativas

Escrito por Zoë Kravitz em parceria com E.T. Feigenbaum, o filme mergulha sem medo em temas como o abuso de poder, o consentimento e a desigualdade social. Não há aqui moralismos fáceis nem vilões de cartilha. O desconforto nasce precisamente da subtileza, da manipulação psicológica e da normalização do absurdo num ambiente onde tudo parece perfeito… até deixar de ser.

A realização de Kravitz revela-se segura e consciente, apostando numa tensão crescente e numa atmosfera claustrofóbica que nunca larga o espectador. O elenco secundário — que inclui Alia Shawkat, Christian Slater, Adria Arjona, Simon Rexe Haley Joel Osment — reforça a sensação de que todos escondem algo, mesmo quando parecem apenas figurantes de uma fantasia de luxo.

Um filme que não pede licença ao espectador

Com reviravoltas bem medidas e um crescendo de tensão constante, Um Sinal Secreto afirma Zoë Kravitz como uma realizadora a seguir de perto. Não é um filme confortável, nem quer ser. É um espelho distorcido de relações de poder muito reais, embrulhadas num thriller elegante e perturbador.

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Na sexta-feira, 6 de Fevereiro, às 21h30, o convite está feito. A pergunta é simples: está preparado para sorrir… mesmo quando percebe que está a ser manipulado?

Quatro décadas a filmar o país sem concessões: TVCine homenageia João Canijo

Uma maratona inédita revisita a obra de um dos maiores cineastas portugueses

No domingo, 8 de Fevereiro, o TVCine Edition dedica mais de 24 horas consecutivas à obra de João Canijo, numa maratona cinematográfica sem precedentes na televisão portuguesa. Intitulada Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema, esta retrospetiva surge como uma homenagem sentida a um realizador que marcou de forma indelével o cinema nacional e que faleceu a 29 de Janeiro, aos 68 anos.

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Ao longo de um dia inteiro — da madrugada de domingo até às primeiras horas de segunda-feira — serão exibidos 13 filmes que percorrem praticamente toda a filmografia de Canijo. Em paralelo, os títulos estarão igualmente disponíveis no TVCine+, permitindo aos espectadores reverem — ou descobrirem pela primeira vez — uma obra exigente, incómoda e profundamente ligada à realidade social portuguesa.

Um cinema de realismo, conflito e identidade

Com uma carreira iniciada no final dos anos 80, João Canijo afirmou-se como uma das vozes mais consistentes e rigorosas do cinema português contemporâneo. O seu cinema nunca procurou o conforto nem a evasão fácil. Pelo contrário, construiu-se a partir de um olhar atento sobre as tensões familiares, os conflitos de classe, a precariedade económica e os silêncios morais que atravessam a sociedade portuguesa.

A retrospetiva do TVCine destaca precisamente essa coerência artística. Desde Três Menos Eu (1988), o primeiro filme exibido na maratona, até ao díptico Mal Viver e Viver Mal (2023), vencedor do Urso de Prata – Prémio do Júri no Festival de Berlim, a obra de Canijo revela um cineasta que nunca virou o rosto aos lados mais desconfortáveis do país que filmou.

Cópias restauradas e a versão definitiva de 

Noite Escura

Um dos aspectos mais relevantes desta maratona é a exibição de cópias restauradas pela Cinemateca Portuguesa, garantindo uma experiência visual fiel à intenção original do realizador. No caso de Noite Escura (2004), será apresentada a versão longa, correspondente à versão final desejada por Canijo aquando do processo de restauro — um detalhe particularmente significativo para cinéfilos e estudiosos da sua obra.

Filmes como Sapatos PretosGanhar a VidaSangue do Meu Sangue ou Fátima regressam assim ao pequeno ecrã com uma nova vida, reforçando a actualidade de um cinema que continua a dialogar com o presente.

As mulheres no centro do olhar de Canijo

Outro traço fundamental da filmografia de João Canijo, amplamente representado nesta maratona, é a centralidade das personagens femininas. Ao longo de décadas, o realizador construiu retratos densos e complexos de mulheres confrontadas com estruturas de poder, sobrevivência e identidade, recusando estereótipos e simplificações.

Essa abordagem atingiu um dos seus pontos mais altos com Mal Viver e Viver Mal, dois filmes que se complementam e se confrontam, oferecendo diferentes pontos de vista sobre as mesmas dinâmicas familiares e sociais. Uma espécie de síntese madura de um cinema que sempre se construiu a partir do conflito e da observação crítica.

Uma homenagem que é também um convite

Mais do que uma programação especial, Maratona João Canijo: Quatro Décadas de Cinema funciona como um convite à redescoberta de um autor essencial. Um cineasta que, como escreveu Tiago Rodrigues, “travou um combate poético com o país que somos”, mostrando-nos um espelho onde convivem violência e ternura, dureza e humanidade.

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No dia 8 de Fevereiro, o TVCine transforma-se, durante 24 horas, numa verdadeira sala de cinema dedicada a um dos seus maiores criadores. Uma oportunidade rara — e necessária — para voltar a olhar para o cinema português sem filtros.  

O fenómeno pop dos anos 90 regressa à televisão — mas desta vez sem filtros

Ace of Base: All That She Wants revela o lado menos dourado de uma banda que marcou uma geração

Quem viveu os anos 90 dificilmente passou ao lado de Ace of Base. Entre rádios sempre ligados, compilações em cassete e pistas de dança improvisadas, canções como All That She Wants ou The Sign tornaram-se omnipresentes. Agora, mais de três décadas depois da fundação da banda, chega à televisão portuguesa um documentário que promete ir muito além da nostalgia fácil. Ace of Base: All That She Wants estreia em exclusivo nos Canais TVCine e propõe uma viagem completa — e sem maquilhagem — pela ascensão, glória e queda de um dos maiores fenómenos pop da década.

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Três episódios para contar uma história que parecia perfeita… mas não era

Com estreia marcada para 6 de Fevereiro, e novos episódios a 13 e 20 de Fevereiro, sempre às 22h10, no TVCine Edition (e também disponível no TVCine+), o documentário divide-se em três partes que acompanham o percurso de Jonas, Linn, Jenny e Ulf — os quatro amigos suecos que deram origem aos Ace of Base. Da criação do álbum de estreia Happy Nation (1992), um verdadeiro fenómeno global com mais de 28 milhões de cópias vendidas, até às tensões internas que acabariam por desgastar o grupo, nada fica por contar.

Ao longo dos episódios, o espectador é convidado a revisitar o impacto cultural da banda, que dominou tops internacionais e definiu o som pop de uma época, mas também a confrontar-se com o lado menos luminoso da fama: digressões extenuantes, conflitos criativos, pressões da indústria e desafios pessoais que foram corroendo a coesão do grupo.

Um olhar íntimo sobre a fama e o seu preço

Realizado por Jens von ReisAce of Base: All That She Wants distingue-se pelo acesso a imagens raras e por entrevistas que fogem ao discurso ensaiado. Aqui, a fama surge como uma experiência ambígua — sedutora, mas profundamente desgastante. O documentário mostra como o sucesso avassalador pode ser simultaneamente uma bênção e uma armadilha, sobretudo quando chega rápido demais.

Mesmo após o declínio mediático, a música dos Ace of Base continua surpreendentemente viva. Hoje, a banda soma mais de 11 milhões de ouvintes mensais no Spotify, prova de que os seus temas resistiram ao tempo e continuam a encontrar novas gerações de fãs.

Para fãs… e para quem quer perceber os bastidores do pop

Mais do que um exercício de nostalgia, Ace of Base: All That She Wants é um retrato honesto de um fenómeno global e das fragilidades humanas por trás do sucesso. Um documentário que interessa tanto a quem dançou ao som da banda nos anos 90 como a quem procura compreender os mecanismos — e os custos — da indústria musical.

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Uma estreia a não perder para quem gosta de música pop, histórias reais e bastidores que raramente vêm a público.  

Quando a fama não deixa dormir: Hurry Up Tomorrow leva The Weeknd ao limite no TVCine Top

A fama, quando vista de fora, parece feita de luzes, aplausos e sucesso sem fim. Mas Hurry Up Tomorrow propõe um mergulho inquietante no lado menos glamoroso desse estrelato — aquele onde a insónia, a exaustão emocional e a perda de identidade caminham de mãos dadas. O thriller psicológico protagonizado por The Weeknd e Jenna Ortega estreia-se na televisão portuguesa no dia 31 de Janeiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top e no TVCine+ .

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Uma descida vertiginosa ao abismo psicológico

No centro da narrativa está um músico no auge da carreira que, incapaz de dormir há semanas, começa a ver a sua perceção da realidade fragmentar-se perigosamente. Entre concertos, entrevistas e noites intermináveis, a mente entra em curto-circuito. É numa dessas madrugadas sem fim que surge uma jovem fã misteriosa, cuja presença oscila entre o conforto emocional e uma ameaça silenciosa. O encontro entre os dois desencadeia uma sucessão de episódios cada vez mais intensos e perturbadores, levando o protagonista a confrontar traumas antigos, culpas mal resolvidas e a pressão esmagadora do sucesso.

À medida que a relação se aprofunda, Hurry Up Tomorrow transforma-se numa espiral psicológica onde nada é totalmente fiável — nem as pessoas, nem as memórias, nem o próprio protagonista. Cada decisão aproxima-o de um ponto de rutura inevitável, num jogo perigoso entre identidade pública e intimidade pessoal.

Thriller existencial com assinatura de autor

Realizado por Trey Edward Shults, conhecido por filmes como Ele Vem à Noite e As Ondas, o filme cruza o thriller psicológico com um drama profundamente existencial. Shults volta a explorar estados emocionais extremos, usando o som, a música e a noite como extensões da mente humana em colapso.

The Weeknd apresenta-se num registo surpreendentemente vulnerável, dando corpo a uma personagem consumida pela autoexigência e pelo vazio que muitas vezes acompanha o estrelato. Já Jenna Ortega constrói uma figura inquietante e imprevisível, funcionando como catalisadora de uma viagem emocional tão sedutora quanto destrutiva.

Uma experiência sensorial e perturbadora

Com uma estética marcada pela escuridão, pela música e por uma atmosfera quase hipnótica, Hurry Up Tomorrow não é apenas um filme sobre fama — é um retrato desconfortável da solidão, da obsessão e do preço psicológico do sucesso. Uma obra que pede entrega total do espectador e que promete ficar na memória muito depois dos créditos finais.

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Para quem procura um thriller intenso, emocionalmente exigente e longe das fórmulas convencionais, a noite de sábado, 31 de Janeiro, tem destino marcado.

Um homem armado de canções: Bob Marley: One Love chega à televisão portuguesa

Há figuras que ultrapassam o estatuto de artista e se transformam em símbolos universais. Bob Marley é uma dessas raras exceções. Ícone global da música, voz maior do reggae e mensageiro de paz num mundo marcado por divisões, Marley é agora celebrado no grande drama biográfico Bob Marley: One Love, que estreia na televisão portuguesa no dia 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+  .

Mais do que uma biografia, um retrato de momentos decisivos

Longe de seguir o formato clássico de “vida desde a infância até à morte”, Bob Marley: One Love opta por se concentrar em períodos-chave da vida e da carreira do músico jamaicano. O filme acompanha momentos determinantes como a criação do lendário álbum Exodus, a tentativa de assassinato sofrida em 1976 e o histórico One Love Peace Concert, realizado em 1978, num contexto de extrema tensão política na Jamaica  .

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É através destes episódios que o filme constrói o retrato de um homem dividido entre a pressão externa, os conflitos internos e a responsabilidade de usar a sua voz como instrumento de mudança social. Marley surge não apenas como músico, mas como figura espiritual e política, profundamente ligada ao movimento rastafári e à ideia de união entre povos e classes.

Kingsley Ben-Adir dá corpo e alma à lenda

No papel principal, Kingsley Ben-Adir oferece uma interpretação amplamente elogiada, captando não só a presença em palco de Bob Marley, mas também a sua fragilidade, determinação e humanidade fora dos holofotes. Ao seu lado, Lashana Lynch interpreta Rita Marley, companheira de vida e de luta, figura essencial no percurso pessoal e artístico do cantor.

O filme acompanha ainda a dinâmica com The Wailers, mostrando como a música se tornou uma arma pacífica num país dividido pela violência e por rivalidades políticas profundas.

Uma celebração do poder transformador da música

Realizado por Reinaldo Marcus Green, nomeado para os Óscares por King Richard: Para Além do JogoBob Marley: One Love aposta numa abordagem sensível e emotiva, sem fugir aos momentos mais duros da história. A banda sonora — distinguida nos Grammy Awards 2025 — reforça a força emocional do filme e sublinha o impacto duradouro das canções de Marley, ainda hoje usadas como hinos de resistência, esperança e fraternidade  .

Mais do que um simples retrato cinematográfico, o filme funciona como uma homenagem sentida a um homem que acreditava genuinamente que a música podia mudar o mundo. E, de certa forma, mudou mesmo.

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Uma estreia a não perder

Bob Marley: One Love é uma proposta imperdível para quem aprecia cinema biográfico, música com mensagem e histórias de coragem em tempos difíceis. A estreia acontece sexta-feira, 30 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top, com disponibilidade também no TVCine+ — uma oportunidade perfeita para revisitar o legado de uma das maiores vozes da história da música.

“Empatia” — A Série Canadiana Que Entra Onde Dói (E Não Desvia o Olhar)

Fragilidade humana, saúde mental e dilemas morais no centro de um retrato íntimo e perturbador

Estreia segunda-feira, 26 de Janeiro, às 22h10, no TVCine Edition, a primeira temporada de Empatia, uma série canadiana que mergulha de forma frontal e profundamente humana no interior de um serviço psiquiátrico. Longe de clichés televisivos e soluções fáceis, Empatia propõe um olhar atento sobre a dor, a escuta e os limites da própria empatia — essa palavra tantas vezes usada, mas raramente explorada com esta densidade.  

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Criada, escrita e protagonizada por Florence Longpré, a série acompanha Suzanne Bien-Aimé, uma ex-criminologista que decide mudar radicalmente de percurso e ingressar como psiquiatra no Instituto Mont-Royal. O que começa como uma transição profissional transforma-se rapidamente num confronto intenso com histórias de violência, perda e instabilidade emocional que desafiam tudo aquilo que Suzanne julgava saber sobre saúde mental — e sobre si própria.

Um quotidiano onde cada caso deixa marcas

No dia a dia do instituto psiquiátrico, Suzanne acompanha pacientes internados com percursos profundamente marcados pelo trauma. São histórias duras, muitas vezes desconfortáveis, que a série nunca suaviza nem transforma em espectáculo. Pelo contrário, Empatia constrói-se a partir do detalhe, do silêncio e da observação paciente, revelando um sistema onde cada decisão clínica carrega consequências humanas reais.

Entre consultas, intervenções de emergência e reuniões de equipa, Suzanne estabelece uma relação próxima com Mortimer, um agente de intervenção que conhece como poucos os bastidores da instituição e as suas zonas cinzentas. Esta ligação torna-se um dos eixos emocionais da narrativa, ajudando a série a explorar o contraste entre teoria, prática e desgaste psicológico dos profissionais que ali trabalham.

O passado que insiste em regressar

À medida que os episódios avançam, Empatia revela que Suzanne não é apenas uma observadora. O seu passado traumático começa a emergir, influenciando decisões clínicas, relações profissionais e escolhas pessoais. A série recusa a ideia de neutralidade absoluta: aqui, quem cuida também carrega feridas, e a fronteira entre empatia e envolvimento excessivo é perigosamente ténue.

Esta abordagem confere à série uma honestidade rara. Empatia não procura respostas definitivas nem moralismos fáceis. Prefere levantar perguntas incómodas: até onde deve ir a empatia? Quando é que compreender o outro começa a destruir quem cuida?

Uma realização contida e um elenco sólido

Com realização de Guillaume Lonergan, a série aposta numa linguagem visual discreta, quase clínica, que reforça a sensação de intimidade e realismo. Não há música invasiva nem dramatização excessiva — tudo serve a verdade emocional das personagens.

Além de Florence Longpré, o elenco conta com Thomas NgijolAdrien Bletton e Malube Uhindu-Gingala, compondo um conjunto de interpretações contidas, humanas e profundamente credíveis.

Um drama que não se esquece facilmente

Empatia não é uma série confortável — e é precisamente aí que reside a sua força. Ao retratar o interior de um serviço psiquiátrico com respeito, rigor e sensibilidade, recusa simplificar a dor humana ou transformar o sofrimento em entretenimento ligeiro. É uma série que exige atenção, disponibilidade emocional e vontade de escutar.

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A primeira temporada estreia 26 de Janeiro, às 22h10, no TVCine Edition, com novos episódios todas as segundas-feiras, estando também disponível no TVCine+. Uma proposta forte, adulta e necessária para quem acredita que a televisão pode — e deve — ser mais do que distracção 📺🧠

Quando a Maternidade Uiva no Escuro: “Canina” e o Instinto Que Ninguém Quer Nomear

Amy Adams protagoniza uma comédia negra inquietante sobre identidade, cansaço e transformação

No próximo dia 25 de Janeiro, às 21h50, o TVCine Top estreia Canina, uma das propostas mais provocadoras e desconfortáveis do cinema recente. Conhecido internacionalmente pelo título original Nightbitch, o filme aposta numa mistura ousada de comédia negra e terror psicológico para explorar um tema raramente tratado com esta frontalidade: a maternidade enquanto experiência profundamente transformadora, exaustiva e, por vezes, alienante.  

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Protagonizado por Amy Adams, que assume também funções de produtora, Canina acompanha uma artista que decide interromper a sua carreira para se dedicar em exclusivo ao filho pequeno. O cenário é o clássico subúrbio calmo, quase asséptico, onde os dias se repetem entre rotinas domésticas, solidão e um silêncio que começa a pesar mais do que devia. O marido passa a maior parte do tempo fora, e a protagonista vê-se gradualmente engolida por uma sensação de perda de identidade que o filme transforma em algo literal — e perturbador.

Entre a sátira e o horror psicológico

À medida que o cansaço e a frustração se acumulam, o quotidiano da personagem começa a ganhar contornos estranhos. Sons nocturnos inexplicáveis, manchas invulgares no cabelo, impulsos primários difíceis de controlar. A pergunta instala-se de forma tão absurda quanto inquietante: estará ela a transformar-se num cão? O filme nunca oferece respostas fáceis e joga deliberadamente com a ambiguidade entre realidade e imaginação, convidando o espectador a entrar na mente de uma mulher à beira do colapso.

Realizado por Marielle Heller, responsável por filmes como O Diário de Uma Rapariga Adolescente e Um Amigo ExtraordinárioCanina adapta o romance homónimo de Nightbitch, mantendo o tom satírico e provocador da obra original. O resultado é um retrato desconcertante das pressões impostas à maternidade moderna, onde o instinto animal surge como metáfora para a necessidade de liberdade, autonomia e sobrevivência emocional.

Uma estreia a não perder no pequeno ecrã

Com uma interpretação intensa e sem filtros de Amy Adams, Canina recusa qualquer visão romantizada da maternidade. Pelo contrário, abraça o desconforto, o grotesco e o absurdo como ferramentas narrativas para falar de temas reais e profundamente humanos. É um filme que provoca, divide opiniões e, acima de tudo, fica na cabeça muito depois de terminar.

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A estreia acontece em exclusivo no TVCine Top, no domingo, 25 de Janeiro, às 21h50, estando também disponível na plataforma TVCine+. Uma proposta perfeita para quem procura cinema diferente, arriscado e disposto a morder onde dói 🐕🌕.

Uma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões Chega ao TVCine TopUma Nova Lenda Nasce no Dojo: Karate Kid: Os Campeões

O legado continua… agora com novos golpes e um novo herói

O universo Karate Kid prepara-se para escrever mais um capítulo da sua longa história, desta vez com Karate Kid: Os Campeões, o sexto filme da saga que marcou várias gerações de espectadores. A estreia acontece já sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+, prometendo juntar nostalgia, emoção e uma nova abordagem ao eterno conflito entre disciplina, superação e identidade  .

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Depois de décadas a ensinar-nos que “cera, encera” pode ser uma filosofia de vida, a saga regressa com uma história que cruza passado e futuro, tradição e reinvenção, mantendo intactos os valores que sempre definiram Karate Kid.

Li Fong: do trauma à superação

No centro da narrativa está Li Fong, interpretado por Ben Wang, um jovem prodígio do kung fu que, após uma tragédia pessoal, deixa Pequim e muda-se para Nova Iorque. A mudança não é apenas geográfica: é emocional, cultural e profundamente transformadora. Entre a dificuldade de integração numa nova realidade e o peso do passado, Li encontra no treino e na disciplina um caminho para reconstruir a sua identidade.

É aqui que entram duas figuras absolutamente icónicas do universo Karate Kid.

Dois mestres, um caminho

Li Fong passa a ser orientado por Mr. Han, novamente interpretado por Jackie Chan, que regressa como mentor sereno e paciente, trazendo consigo a filosofia do kung fu. Em paralelo, surge Daniel LaRusso, vivido outra vez por Ralph Macchio, agora como símbolo da herança do karaté e da experiência adquirida ao longo dos anos.

Sob a orientação destes dois mestres, Li aprende a unir estilos, técnicas e formas de estar na vida. O kung fu e o karaté deixam de ser opostos e passam a complementar-se, criando uma abordagem única que será posta à prova num torneio decisivo — um momento onde cada combate vale tanto pelo resultado como pelo crescimento pessoal.

Um novo filme, o mesmo espírito

Com realização de Jonathan EntwistleKarate Kid: Os Campeões aposta em coreografias de luta impressionantes, personagens carismáticas e uma narrativa pensada tanto para os fãs de longa data como para uma nova geração. O filme honra o legado da saga, mas não vive apenas do passado: introduz novos conflitos, novos heróis e uma sensibilidade contemporânea que reforça temas como amizade, resiliência e coragem.

Mais do que um simples filme de artes marciais, esta é uma história sobre crescer, falhar, aprender e voltar a levantar-se — exactamente aquilo que sempre fez de Karate Kid uma referência no cinema popular.

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Uma estreia a não perder

Karate Kid: Os Campeões promete ser um reencontro emocionante com um universo que nunca saiu verdadeiramente do coração dos espectadores. Sexta-feira, 23 de Janeiro, às 21h30, o dojo abre portas no TVCine Top.

Uma Paixão Escrita na Pele: “Almas Marcadas” Estreia no TVCine Top


O amor improvável entre dois mundos que nunca deviam cruzar-se

Há histórias de amor que nascem da previsibilidade. E depois há aquelas que surgem do choque frontal entre dois universos opostos. Almas Marcadas pertence claramente ao segundo grupo e promete deixar marca em quem se sentar no sofá no domingo, 18 de Janeiro, às 21h25, no TVCine Top e no TVCine+. O filme, realizado por Nick Cassavetes, aposta num romance intenso, emocionalmente carregado e assumidamente provocador.  

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Quando a rotina perfeita se cruza com o caos emocional

Shaw é o retrato da jovem que sempre fez tudo “como deve ser”. Estudante aplicada, vinda de uma família rica e com um futuro cuidadosamente planeado, vive rodeada de regras, expectativas e estabilidade. Tudo muda quando, numa noite fora da rotina, conhece Rule. Ele é tatuador, rebelde, carismático e vive segundo as suas próprias leis. À superfície parece livre e confiante, mas carrega cicatrizes emocionais profundas que moldaram a sua forma de ver o mundo.

A ligação entre ambos é imediata, intensa e desconfortável. O desejo mistura-se com a dor, a atração com o medo, e a paixão surge como um território desconhecido para os dois. À medida que a relação se aprofunda, Shaw e Rule são obrigados a enfrentar segredos do passado, diferenças sociais difíceis de ignorar e a inevitável questão: será o amor suficiente para ultrapassar tudo aquilo que os separa?

Um romance “new adult” com assinatura emocional

Baseado no livro Rule: A Marked Men Novel, da escritora Jay CrownoverAlmas Marcadas insere-se claramente no universo do romance “new adult”, explorando emoções cruas, personagens imperfeitas e relações intensas. Nick Cassavetes, conhecido por filmes como O Diário da Nossa Paixão, volta a demonstrar a sua predilecção por histórias onde o amor surge como força transformadora, mas nunca sem dor pelo caminho.

Com uma atmosfera urbana, uma abordagem directa às relações humanas e um tom emocionalmente carregado, Almas Marcadas não tenta ser um conto de fadas. É, acima de tudo, uma história sobre vulnerabilidade, segundas oportunidades e a coragem necessária para amar quando tudo parece estar contra isso.

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No domingo à noite, o TVCine Top convida os espectadores a mergulhar numa paixão que não pede licença, não segue regras e deixa marcas que não se apagam facilmente.

Um Refúgio Que Se Torna Armadilha: Alarum – Código Mortal Chega ao TVCine Top

Amor, espionagem e um disco rígido que vale uma sentença de morte

À primeira vista, tudo parece simples: dois ex-espiões, cansados de uma vida feita de mentiras, armas e segredos, decidem desaparecer do mapa para viver em paz. Mas como o cinema de espionagem tantas vezes nos ensinou, o passado raramente aceita ser esquecido. É precisamente nesse território instável que se move Alarum: Código Mortal, thriller de acção que estreia no sábado, 17 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e no TVCine+ .

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Quando fugir não é suficiente

Lara e Joe Travers são dois antigos agentes secretos que, depois de anos como rivais em lados opostos, acabam por se apaixonar. Determinados a deixar tudo para trás, refugiam-se numa cabana isolada, longe de tudo e de todos. O objectivo é claro: uma vida tranquila, longe das conspirações e da violência que definiram o seu passado.

Mas o destino tem outros planos. Um avião despenha-se nas imediações e, entre os destroços, o casal encontra um disco rígido com informação altamente confidencial. A partir desse momento, a cabana transforma-se num alvo e o casal passa a estar no centro de uma perseguição global, envolvendo múltiplas organizações secretas. Aquilo que era um refúgio torna-se uma armadilha mortal, obrigando Lara e Joe a regressar ao único mundo que conhecem verdadeiramente: o da espionagem.

Um elenco que aposta na fisicalidade da acção

O filme é protagonizado por Scott Eastwood e Willa Fitzgerald, numa dupla que combina intensidade emocional com presença física, essencial para um thriller deste género. A eles junta-se Sylvester Stallone, cuja presença reforça o lado mais musculado do filme e acrescenta peso a uma narrativa que vive de confrontos diretos e tensão constante.

Na realização está Michael Polish, conhecido por trabalhos como A Força da Natureza e Big Sur. Aqui, Polish aposta numa abordagem directa e contemporânea à espionagem, privilegiando o ritmo acelerado, perseguições intensas e uma sensação permanente de ameaça. Não há grandes espaços para respirar: a narrativa empurra as personagens de situação em situação, testando não apenas as suas capacidades como agentes, mas também a confiança que têm um no outro.

Espionagem com coração… e balas a sério

Mais do que um simples filme de acção, Alarum – Código Mortal cruza o suspense com uma história de lealdade e sobrevivência. À medida que o cerco aperta, Lara e Joe percebem que o maior perigo pode não vir apenas dos inimigos que os perseguem, mas também dos segredos que ainda escondem um do outro.

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Para quem procura um serão de sábado marcado por adrenalina, tensão e um toque de romance em território hostil, esta estreia no TVCine Top promete cumprir. Porque no mundo da espionagem, desligar nunca é tão simples quanto parece.

O Regresso do Horror ao Espaço: Alien: Romulus Chega à Televisão Portuguesa

Um novo capítulo que olha directamente para as origens da saga

A saga Alien está de volta — e desta vez sem rodeios, sem filosofias excessivamente explicadas e sem desvios estilísticos. Alien: Romulus assinala um regresso claro às raízes do terror espacial que fizeram do filme original de 1979 uma obra incontornável do cinema de ficção científica. A estreia em televisão acontece a 16 de Janeiro, às 21h30, em exclusivo no TVCine Top, trazendo para casa dos espectadores portugueses uma experiência intensa, claustrofóbica e desconfortável… no melhor sentido possível.

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Situado cronologicamente após os acontecimentos de Alien, o filme decorre no ano de 2142 e acompanha um grupo de jovens colonizadores presos a uma existência sem futuro na colónia Jackson’s Star, no planeta LV-410. Rain e Andy, irmãos marcados pelo isolamento e pela ausência de qualquer esperança real de fuga, acreditam ter encontrado uma oportunidade de mudança ao descobrirem a Renaissance, uma estação espacial abandonada, dividida em dois módulos com nomes carregados de simbolismo: Romulus e Remus.

Terror claustrofóbico, corredores escuros e más decisões

Como qualquer fã da saga sabe, quando algo parece seguro no universo Alien, é porque não é. A exploração da estação rapidamente se transforma num pesadelo, quando uma presença mortal emerge das sombras. A ameaça não é apenas física — é psicológica, sufocante e constante. Cada corredor mal iluminado, cada porta que se abre lentamente e cada silêncio prolongado servem para reforçar a sensação de que a morte pode surgir a qualquer segundo.

Ao contrário de entradas mais recentes da franquia, Alien: Romulus aposta claramente no horror visceral e na tensão contínua, recusando grandes explicações ou ambições filosóficas desnecessárias. O medo nasce da espera, do desconhecido e da fragilidade humana perante algo que não pode ser controlado.

Fede Álvarez: um realizador que sabe como assustar

A realização está a cargo de Fede Álvarez, um nome bem conhecido entre os fãs de terror moderno. Depois de ter provado o seu talento em títulos como Evil Dead e Don’t Breathe, Álvarez traz para Alien: Romulus uma abordagem segura, eficaz e profundamente respeitadora do ADN da saga.

O realizador compreende que Alien nunca foi apenas sobre monstros, mas sobre ambientes hostis, corpos vulneráveis e decisões tomadas sob pressão extrema. O resultado é um filme que recupera o suspense claustrofóbico, o desconforto físico e o horror cru que tornaram a franquia um marco do género.

Um elenco jovem para uma luta pela sobrevivência

O filme é protagonizado por Cailee Spaeny e David Jonsson, que lideram um elenco jovem e convincente, distante das figuras heróicas clássicas. Aqui não há salvadores predestinados — há apenas pessoas normais, presas num cenário impossível, obrigadas a enfrentar os seus medos mais básicos para sobreviver.

Essa opção reforça a identificação do espectador e aproxima Romulus do espírito do filme original: gente comum confrontada com algo absolutamente extraordinário… e letal.

Uma estreia a não perder no TVCine Top

Alien: Romulus é o sétimo filme da saga Alien e funciona simultaneamente como porta de entrada para novos espectadores e como uma carta de amor para os fãs de longa data. Sem depender excessivamente de nostalgia, o filme entende o que fez da franquia um fenómeno duradouro e aplica essa lição com rigor e inteligência.

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A estreia acontece sexta-feira, 16 de Janeiro, às 21h30, no TVCine Top e também disponível no TVCine+. Para quem sente falta de terror espacial puro, desconfortável e sem concessões, este é um regresso mais do que bem-vindo.